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CGD diz que foi "totalmente ressarcida" do capital emprestado ao deputado Carlos Pereira

"A CGD confirma que não houve perdão de dívida, pois o acordo foi efetuado pelo valor que, à data, considerou legalmente devido", disse o banco numa nota.

14 de abril de 2023 às 14:11

A Caixa Geral de Depósitos (CGD) disse esta sexta-feira que não houve um perdão de dívida, que foi "totalmente ressarcida" do empréstimo ao deputado do PS Carlos Pereira, que esta sexta-feira anunciou a sua saída da Comissão Parlamentar de Inquérito à TAP.

"A CGD confirma que não houve perdão de dívida, pois o acordo foi efetuado pelo valor que, à data, considerou legalmente devido", lê-se numa nota enviada pelo banco público.

A instituição financeira garantiu que, no âmbito do acordo, foi "totalmente ressarcida" do capital emprestado, a que se somaram os juros.

"A CGD esclarece que o crédito resulta do incumprimento de empresa que veio a ser declarada insolvente, cujo processo veio a encerrar por insuficiência de bens, sem qualquer pagamento dos credores", acrescentou, ressalvando que, apesar do sigilo bancário, teve autorização do deputado Carlos Pereira para divulgar a informação.

O coordenador do PS na comissão de inquérito à TAP, Carlos Pereira, afirmou esta sexta-feira que vai sair daquele órgão parlamentar para poder dar-lhe a "tranquilidade necessária", acabando com o que considerou um "clima de suspeição".

A decisão surge na sequência de uma notícia avançada na sexta-feira pelo jornal Correio da Manhã sobre um alegado perdão de parte (66 mil euros) de uma dívida de Carlos Pereira enquanto avalista de uma empresa que faliu em 2015.

O deputado socialista disse esperar que, com esta decisão, "se acabe com o clima de suspeição, insinuação, especulação" que considerou andar a pairar sobre a comissão de inquérito à TAP.

Carlos Pereira negou ainda que tenha decidido sair por antecipar um parecer desfavorável da comissão parlamentar de Transparência relativo à sua participação numa reunião com assessores governamentais e a presidente executiva da TAP na véspera de uma audição parlamentar.

O deputado socialista referiu que não o faz porque "houve um perdão de uma dívida" da Caixa Geral de Depósitos, acrescentando na altura que era "falso que tenha havido um perdão", favorecimentos ou incompatibilidades.

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