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CGTP critica falha na transposição da diretiva sobre transparência salarial

Central sindical acusa o Governo de estar em "velocidade máxima para mexer nas leis laborais".

08 de junho de 2026 às 13:35

A CGTP criticou esta segunda-feira a falha do Governo na transposição da diretiva europeia sobre a transparência salarial, cujo prazo era até 07 de junho, defendendo que este é um passo importante para combater a discriminação salarial.

Em comunicado enviado esta segunda-feira, em conjunto com a Comissão para a Igualdade entre Mulheres e Homens, a organização específica da CGTP para o combate às discriminações, a central sindical acusa o Governo de estar em "velocidade máxima para mexer nas leis laborais", mas com "travão de mão puxado para combater a discriminação salarial".

A CGTP recorda uma greve de mulheres na Ford em junho de 1968, pela paridade salarial, já que os trabalhadores masculinos ganhavam 15% mais, para dizer que 58 anos depois, o Governo português falha na transposição da diretiva "cujo objetivo é combater a discriminação salarial e remuneratória entre mulheres e homens".

A central sindical salienta ainda que em Portugal, os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) mostram que as mulheres recebem rendimentos salariais líquidos inferiores, em média, em 14,4% ao recebido pelos homens trabalhadores.

A Lusa questionou na sexta-feira o ministério do Trabalho sobre a transposição da diretiva, que terminava no domingo, mas ainda não obteve resposta.

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