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CGTP exige aumento imediato do salário mínimo para 1050 euros

Centra sindical quer também o aumento de todos os salários que, no decorrer de 2026, ainda não foram atualizados em pelo menos 15%, num montante nunca inferior a 150 euros.

24 de julho de 2026 às 14:03

A CGTP voltou esta sexta-feira a exigir o aumento imediato do salário mínimo nacional para 1050 euros, depois de a ministra do Trabalho ter dito que "não abre nem fecha a porta" a uma revisão em alta do valor.

"A realidade dura que os trabalhadores hoje enfrentam, exigem medidas já, mais do que discutir a revisão do Salário Mínimo Nacional (SMN) em 2027, cujo valor previsto a CGTP-IN nunca subscreveu e sempre considerou insuficiente, importa recolocar a discussão onde ela verdadeiramente deve estar, no tempo presente", afirmou a central sindical em comunicado.

A CGTP exige também o aumento de todos os salários que, no decorrer de 2026, ainda não foram atualizados em pelo menos 15%, num montante nunca inferior a 150 euros.

"Importa ainda recordar que, mesmo com atualizações insuficientes, o SMN continua a ser o motor da evolução salarial em Portugal, os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) relativos ao primeiro trimestre deste ano, indicam que o salário base bruto mediano estava apenas 80 euros acima do SMN, ou seja, 50% dos trabalhadores têm um salário base bruto inferior a 1.000 euros", afirmou a central sindical.

A ministra do Trabalho afirmou na terça-feira que "não abre nem fecha a porta" a uma revisão em alta do salário mínimo previsto para 2027, sublinhando que qualquer alteração depende de novo acordo ou do 'ok' dos outorgantes.

Questionada pelos jornalistas à margem da apresentação do relatório do emprego e formação sobre se o Governo está disponível para ir mais além do previsto no salário mínimo nacional para 2027 (cujo acordo atual prevê que se situe nos 970 euros), Rosário Palma Ramalho sublinhou que o executivo cumprirá o acordo existente.

[O Governo] "não fecha a porta nem abre a porta", acrescentou a ministra, sublinhando que há "um acordo para cumprir".

Por seu turno, durante a sessão de apresentação do relatório, o secretário de Estado do Trabalho foi mais longe, afirmando que "à data de hoje já devíamos estar a negociar em alta o salário mínimo de 2027".

Questionado pelos jornalistas no final da apresentação, Adriano Rafael Moreira reiterou que "o Governo tudo fará para que haja acordo entre os parceiros [sociais] no sentido da revisão em alta do salário mínimo" nacional.

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