Barra Cofina

Correio da Manhã

Sociedade
9

CGTP pede apoio do Governo para pais que não têm onde deixar filhos em agosto

Têm chegado aos sindicatos da Inter "relatos de casos de verdadeira aflição, sem apoio familiar de retaguarda e sem solução à vista".
Lusa 22 de Julho de 2020 às 22:54
Crianças a brincar
Crianças a brincar FOTO: Sandy Millar/ Unsplash
A CGTP apelou hoje à intervenção do Governo para encontrar soluções para os pais que foram obrigados pelas empresas a antecipar as férias e agora não têm onde deixar os filhos menores.

"Apelamos a uma intervenção urgente por parte do Ministério que V. Exa. tutela no sentido de encontrar as respostas adequadas a estas situações de emergência de pais e crianças", disse a Intersindical numa carta enviada à Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho.

Segundo a central sindical, "muitas mães e pais trabalhadores foram confrontados com férias forçadas pelas entidades patronais, antes de maio, no início da pandemia [de covid-19]", e agora têm de trabalhar em agosto, "mês em que teriam as suas férias habituais para conciliar com as responsabilidades familiares e deparam-se com os estabelecimentos de ensino ou de apoio encerrados e sem ter onde deixar os filhos menores".

A carta enviada a Ana Mendes Godinho refere que têm chegado aos sindicatos da Inter "relatos de casos de verdadeira aflição, sem apoio familiar de retaguarda e sem solução à vista".

"Os mais recentes estão a ocorrer na região de Portalegre, mas existirão muitos mais", diz o documento, acrescentando que "os poucos campos de férias que existem, nalgumas regiões do país, não duram o mês todo e são pagos, algo que muitas famílias, em resultado da perda de rendimentos, não pode suportar".

A CGTP lembra que estas situações não têm enquadramento legal específico e defende que "necessitam de uma resposta excecional e urgente nos apoios sociais para que as famílias não fiquem desprovidas de soluções".

"Se o 'lay-off' foi ajustado para as empresas, também os apoios às famílias têm de ser ajustados às suas necessidades", diz a carta assinada pela coordenadora da Comissão para a Igualdade entre Mulheres e Homens, Fátima Messias.

A dirigente da CGTP manifestou disponibilidade para colaborar com o Ministério do Trabalho, designadamente identificando as situações detetadas pelos sindicatos da central.

O assunto foi também hoje colocado pela CGTP na reunião da CITE, junto da sua presidente.

Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)