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Correio da Manhã

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CGTP promove jornada de luta de mais de três semanas nos locais de trabalho

Ação envolverá milhares de trabalhadores de centenas de empresas.
Lusa 15 de Junho de 2021 às 08:33
Manifestação, CGTP
Manifestação, CGTP FOTO: CMTV
A CGTP decidiu intensificar a ação reivindicativa nos locais de trabalho promovendo uma jornada de luta nacional, entre 21 de junho e 15 de julho, que envolverá milhares de trabalhadores de centenas de empresas.

"Decidimos avançar com esta jornada nacional de ação e luta, que se prolongará durante mais de três semanas, porque constatámos que os trabalhadores estão muito descontentes e mobilizados para lutar por melhores condições de vida e de trabalho", disse à agência Lusa a secretária-geral da CGTP, Isabel Camarinha.

A sindicalista estimou que participem na jornada de luta "milhares de trabalhadores, de centenas de empresas e locais de trabalho, de todos os setores e zonas do país".

Esta jornada de ação e luta foi decidida pela Comissão Executiva da Intersindical na sequência das posições assumidas pelas suas estruturas nas reuniões do Conselho Nacional e do Plenário de Sindicatos, que se realizaram em maio.

"Nas duas reuniões foi salientada a fortíssima dinâmica reivindicativa que está a acontecer em muitos setores de atividade, com os trabalhadores dispostos a mostrar a sua indignação pela falta de resposta às suas reivindicações", disse Isabel Camarinha.

Entre 21 de junho e 15 de julho "deverão ocorrer principalmente greves, plenários e concentrações junto às empresas", cujo calendário está a ser ultimado.

A Jornada de Ação e Luta tem como lema 'Pelo Aumento Geral dos Salários; Pelo Emprego com Direitos; Pela Revogação das normas gravosas da legislação laboral'.

O desbloqueio da contratação coletiva, a regulação e redução dos horários de trabalho e melhores carreiras, são outras das reivindicações.

"Não colocamos nada de novo, em termos de reivindicações, mas colocamos a ação nas empresas e locais de trabalho porque os trabalhadores estão indignados por verem os seus salários serem engolidos pelo salário mínimo, devido a anos consecutivos sem aumentos, por não terem qualquer valorização das carreiras", explicou a líder da Inter.

Segundo a sindicalista, a CGTP "pretende puxar por isto, porque a política que fomenta o modelo de baixos salários e precariedade, que agrava as condições de vida dos trabalhadores e põe em causa o desenvolvimento do país, tem de acabar".

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