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Correio da Manhã

Sociedade
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Ciência comprova que mais vale só do que mal acompanhado

Estudo diz que ter um relacionamento infeliz faz mal à saúde.
28 de Janeiro de 2017 às 14:28
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relacionamentos, estudo, saúde, ciência, FOTO: Getty Images

Um estudo publicado recentemente pelo jornal científico Family Psychology comprova o velho ditado "mais vale só do que mal acompanhado" .

De acordo com o estudo feito por investigadores da Universidade de Buffalo, em Nova Iorque, nos EUA, é melhor para a saúde estar solteiro do que permanecer num relacionamento infeliz. Mas o melhor para se manter fisica e mentalmente saudável é ter um relacionamento estável.

Os investigadores chegaram a esta conclusão depois de analisarem durante dois anos, jovens adultos que estavam em relacionamentos sérios.

Os participantes do estudo responderam a uma série de questões relacionadas com os seus relacionamentos. Em questão estava a satisfação, hostilidade de cada parceiro, críticas, apoio, bondade, carinho, compromisso e comportamentos fora do relacionamento.

Ao longo do estudo, um terço dos participantes passaram por mudanças fundamentais nas relações.

Os resultados mostraram que a saúde dos participantes era melhor quanto mais longos e de qualidade fossem os relacionamentos, ou quanto mais rápido saíssem de relações instáveis.

Segundo Ashley Barr, a principal autora do estudo, padrões de instabilidade nos relacionamentos estão intimamente relacionados com sintomas de depressão, problemas com álcool e prejuízos para a saúde em geral.

"O que importa não é estar num relacionamento. É benéfico estar numa relação de longo prazo e de qualidade. Relacionamentos instáveis são prejudiciais para a saúde. Os resultados sugerem que, para a saúde, é melhor estar solteiro do que estar num mau relacionamento", afirma a investigadora.

Estudos anteriores já tinham associado a insatisfação no relacionamento com problemas de saúde. Uma pesquisa publicada no também jornal científico Psychosomatic Medicine mostrou que as pessoas que têm poucas interacões positivas com os seus parceiros correm um risco 8.5% maior de ter um ataque cardíaco ou acidente vascular cerebral (AVC) do que aquelas que conseguem manter um relacionamento saudável.

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