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Correio da Manhã

Sociedade
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Cientistas apontam quatro falhas graves no novo aeroporto do Montijo

Académicos lembram o terramoto de 1755, que causou milhares de mortos.
Rogério Chambel 2 de Novembro de 2019 às 09:59
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Académicos lembram o terramoto de 1755, que causou milhares de mortos.
Risco de inundação devido à subida do nível médio do mar, perigosidade sísmica, suscetibilidade a inundação por tsunami e aumento das emissões dos gases de efeito estufa da aviação são quatro "graves falhas" apontadas por onze cientistas universitários em relação ao Estudo de Impacto Ambiental sobre o novo aeroporto do Montijo.

Os cientistas defendem que "os riscos associados deveriam ter sido avaliados ao nível dos impactos e das medidas de adaptação/mitigação, pelo que deveriam constar na análise de risco e, consequentemente, na matriz síntese de impactos do EIA com a respetiva caracterização dos impactos (com e sem medidas de mitigação)".

Os académicos lembram o terramoto de 1 de novembro de 1755, "uma das maiores catástrofes que atingiu a cidade de Lisboa".

Ao abalo sísmico seguiu-se um tsunami, o que resultou em milhares de mortos, o que à data, dizem os cientistas, "terá representado uma percentagem significativa da população da cidade".

Entretanto, o movimento proTejo, que também rejeita a opção Montijo, diz que vai estudar as "localizações alternativas com menor impacto no ambiente e na saúde humana". Além disso, pretende recorrer às instâncias nacionais, comunitárias e internacionais, "pela defesa de um Tejo que ainda tem joias como a Reserva Natural".
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