page view
Imagem promocional da micronovela
MICRONOVELA

Refúgio Proibido Um refúgio. Dois corações. Mil segredos.

Cientistas reprogramam pela primeira vez um tipo de células antitumorais

Investigação vem abrir caminho ao desenvolvimento de novas abordagens para a imunoterapia celular.

05 de março de 2026 às 10:37

Um grupo de cientistas, coordenados pela Universidade de Coimbra (UC) e pela Universidade de Lund (Suécia), reprogramou pela primeira vez em laboratório um tipo de célula do sistema imunitário que atua na primeira linha da defesa tumoral.

Trata-se da recriação, através de reprogramação celular, das células Natural Killer (NK), no âmbito de uma investigação liderada pelo Centro de Neurociências e Biologia Celular da UC (CNC-UC), integrado no Centro de Inovação em Biomedicina e Biotecnologia (CiBB), e pela instituição de ensino superior sueca.

Esta reprogramação foi possível graças à criação de uma plataforma, "que vai auxiliar os cientistas em processos de mapeamento e reprogramação de células imunitárias", revelou esta quinta-feira a UC, num comunicado enviado à agência Lusa.

Na plataforma, "os investigadores criaram uma biblioteca composta por mais de 400 fatores de transcrição -- proteínas capazes de reprogramar a maioria dos tipos de células imunitárias --, identificados por 'códigos de barras', o que permite rastrear quais promovem a reprogramação dos diferentes tipos de células imunitárias".

O investigador do CNC-UC, que coordenou a investigação, Carlos-Filipe Pereira, explicou que a ferramenta permite testar dezenas de combinações de fatores em simultâneo, de forma a identificar quais possibilitam a obtenção de vários tipos de células imunitárias".

Além de permitir programar células NK, a pesquisa também identificou fatores para melhorar a reprogramação de tipos celulares já conhecidos.

"Esta investigação vem assim abrir caminho ao desenvolvimento de novas abordagens para a imunoterapia celular", reforçou a UC.

De acordo com a Universidade, a imunoterapia é atualmente uma das áreas mais promissoras da medicina, mas uma parte significativa dos tumores e indivíduos não responde a este tipo de tratamento.

"Muitos tipos de células imunitárias são úteis em imunoterapia, mas são raras no sangue e difíceis de obter diretamente de pacientes, sendo muito importante o avanço da sua produção em laboratório, tal como foi feito neste estudo".

Os investigadores construíram também um "mapa-guia" dos fatores que controlam a formação das diferentes linhagens de células imunitárias, o que vai contribuir para gerar células para fins de imunoterapia.

"A abordagem funciona como uma 'caixa de ferramentas' que permite gerar células imunitárias em laboratório a partir de células mais fáceis de recolher e replicar, como as da pele", disse Carlos-Filipe Pereira.

Citado na nota, acrescentou que esta estratégia facilita o desenvolvimento de imunoterapias mais eficazes, reduzindo o risco de ineficácia em determinados pacientes e possibilitando o avanço de novas abordagens contra o cancro e outras doenças do sistema imunitário.

"No futuro, além de permitir gerar células que ativam o sistema imunitário contra o cancro, esta abordagem poderá ser expandida para produzir células que o ensinam a não atacar o próprio corpo, abrindo caminho a novas terapias em doenças autoimunes, como a diabetes ou a artrite reumatoide", completou.

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

o que achou desta notícia?

concordam consigo

Logo CM

Newsletter - Boa Tarde

As suas notícias acompanhadas ao detalhe.

Mais Lidas

Ouça a Correio da Manhã Rádio nas frequências - Lisboa 90.4 // Porto 94.8