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Correio da Manhã

Sociedade
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Coelhos resistem a febre hemorrágica em Espanha

Após a libertação de 200 animais apenas 5% morreu.
João Saramago 22 de Outubro de 2018 às 08:23
Doença está presente entre 10 e 20% dos coelhos bravos nos distritos de Lisboa, Setúbal, Santarém e Évora
Coelhos
Coelhos
Doença está presente entre 10 e 20% dos coelhos bravos nos distritos de Lisboa, Setúbal, Santarém e Évora
Coelhos
Coelhos
Doença está presente entre 10 e 20% dos coelhos bravos nos distritos de Lisboa, Setúbal, Santarém e Évora
Coelhos
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As autoridades sanitárias da ilha de Maiorca (Baleares), em Espanha, divulgaram a libertação e consequente sobrevivência de 200 coelhos bravos geneticamente modificados para serem resistentes à febre hemorrágica.

A doença altamente contagiosa e que destrói o fígado e os pulmões "provoca a morte dos coelhos rapidamente", explicou a técnica de Vigilância da Caça da região, María del Carmen Muñoz. A doença tem um período de incubação curto, de um a três dias, e uma mortalidade muito elevada, que varia entre 70 e 90%.

A introdução dos coelhos geneticamente modificados é sujeita a uma observação realizada pela equipa de cientistas dirigida por Rafael Villafuerte Fernandez, investigador do Conselho Superior de Pesquisas Científicas. Até hoje, 15 repovoamentos foram feitos em nove pontos de Maiorca, com coelhos geneticamente modificados. As baixas são inferiores a 5%.

Em Portugal, em dez anos, a doença hemorrágica viral praticamente dizimou o coelho bravo. O bastonário da Ordem dos Veterinários, Jorge Cid, sublinhou que "a doença sofreu, entretanto, uma mutação, sendo agora mais agressiva".

A hemorrágica viral, não transmissível ao homem, "anulou praticamente a caça ao coelho", referiu José Batista, do Movimento Caçadores Mais Caça. A doença está presente entre 10 e 20% dos coelhos nos distritos de Lisboa, Setúbal, Évora e Santarém, segundo o Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária.
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