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Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Coimbra: Catedral cheia para homenagem fúnebre a bispo Albino Cleto

Sé Nova de Coimbra encheu-se esta segunda-feira de fiéis para as exéquias fúnebre ao bispo da diocese, Albino Cleto, falecido dia 15

18 de junho de 2012 às 15:41

Através da mensagem lida na cerimónia pelo Núncio Apostólico, Renato Passigati, o Vaticano destacou a vida "intensa e generosamente" dedicada do bispo emérito de Coimbra, um "pastor devotado à missão evangelizadora", falecido no passado dia 15.

A ampla catedral encheu-se hoje para as exéquias fúnebres presididas pelo bispo de Coimbra, Virgílio do Nascimento Antunes, que antecederam o funeral, a realizar esta tarde em Manteigas, de onde Albino Cleto era natural.

Foi uma homenagem de cidadãos anónimos, a maioria idosos, em que participou um ou outro estudante com a capa desfraldada em sinal de luto. Foi também uma derradeira homenagem do clero português, na qual se integrava o cardeal patriarca de Lisboa, José Policarpo, e o séquito de bispos das dioceses portuguesas.

"Poderíamos descrever a vida do Senhor D. Albino como uma grande missão e uma apressada peregrinação", afirmou na homilia o seu sucessor na diocese de Coimbra, Virgílio do Nascimento Antunes.

Recorrendo às palavras do Evangelho, o prelado recordou que Albino Cleto, ainda de tenra idade, disse "eis-me aqui", e dedicou a sua vida a anunciar "a Boa Nova do Reino de Deus" a todos os que encontrava.

"Com a sensação do dever cumprido, testemunha das maravilhas de graça que Deus realiza nos seus humildes servos, D. Albino pôde agora voltar ao monte, onde Deus preparou um banquete de alegria para todos os povos", acrescentou.

A terminar a homilia, Virgílio do Nascimento Antunes pediu a Albino Cleto que agora interceda pela Diocese de Coimbra, "para que cresça a fé em Jesus Cristo, e receba a abundância das vocações sacerdotais".

Terminada a cerimónia, que durou cerca de duas horas, os representantes do clero fizeram um cordão entoando cânticos à entrada da catedral, enquanto a urna era colocada no carro funerário que a transportaria para Manteigas, para a sepultura.

A exéquias na Sé Nova contaram com a presença de vários familiares de Albino Mamede Cleto, irmãos e sobrinhos.

Entre os presentes encontravam-se também alguns membros da comunidade universitária, como o antigo presidente do Tribunal Constitucional, Cardoso da Costa, e o presidente da Câmara de Coimbra, João Paulo Barbosa de Melo.

Falecido no passado dia 15, nos Hospitais da Universidade de Coimbra, Albino Mamede Cleto nascera a 03 de Março de 1935 na freguesia de S. Pedro, em Manteigas.

Em 1982 fora nomeado bispo auxiliar do Patriarcado de Lisboa e, em 1997, bispo coadjutor de Coimbra. Entre 2001 a 2011 foi bispo da diocese de Coimbra.

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