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Coimbra cria canal para empresas locais comunicarem estragos

Município pretende recolher informação que permita sinalizar os casos mais urgentes.

02 de fevereiro de 2026 às 19:44

A Câmara de Coimbra criou um canal direto de comunicação para que as empresas locais possam informar sobre os danos provocados pela depressão Kristin.

Com a medida, "o município pretende recolher informação que permita sinalizar os casos mais urgentes, garantindo uma resposta mais rápida e articulada dos serviços municipais", revelou a autarquia, num comunicado enviado hoje à agência Lusa.

Através do endereço eletrónico empresas@cm-coimbra.pt, "as empresas podem relatar danos verificados nas suas instalações, equipamentos ou prejuízos na atividade económica, identificar necessidades específicas de apoio ou de encaminhamento, sinalizar situações que exijam articulação urgente com os serviços do município e solicitar ajuda no acesso aos mecanismos de apoio definidos pelo Governo".

"A informação recolhida permitirá ao município avaliar o impacto real da situação no tecido empresarial e priorizar a intervenção nos casos mais urgentes", reiterou a mesma fonte.

A autarquia solicitou ainda que, para uma resposta mais eficaz, as comunicações incluam, sempre que possível, a identificação da empresa, a localização e uma breve descrição dos danos ou constrangimentos registados.

O Município recordou que se encontra a acompanhar a situação no terreno e a mobilizar os meios necessários para apoiar a recuperação da atividade empresarial, após o mau tempo, que "afetou de forma severa várias zonas do concelho" e "causou prejuízos relevantes em diversas atividades económicas".

Nove pessoas morreram desde a semana passada na sequência do mau tempo. A Proteção Civil contabilizou cinco mortes diretamente associadas à passagem da depressão Kristin e a Câmara da Marinha Grande anunciou uma outra vítima mortal, a que se somaram depois três óbitos registados por quedas de telhados (durante reparações) ou intoxicação com origem num gerador.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal, que provocou algumas centenas de feridos e desalojados.

Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.

O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 69 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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