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Correio da Manhã

Sociedade
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Coimbra: Docentes pedem fim de praxes violentas

Mais de uma centena de docentes da Faculdade de Letras de Coimbra subscreveram um documento, entregue esta quarta-feira ao director, onde condenam certas praxes estudantis que classificam de violentas, indignas e humilhantes.

18 de Abril de 2012 às 15:01
"Há limites que não podem ser ultrapassados", referiu uma das promotoras do abaixo-assinado dos docentes
'Há limites que não podem ser ultrapassados', referiu uma das promotoras do abaixo-assinado dos docentes FOTO: Ricardo Almeida

"A partir daqui as coisas não vão ficar como dantes. Não é uma revolução. É um toque de sino", declarou Carlos André, director da faculdade, que manifestou a sua adesão às preocupações e recordou que há dois anos proibiu essas actividades estudantis no interior das instalações.

Catarina Martins, uma das promotoras do abaixo-assinado dos docentes, defendeu que nas praxes estudantis "há limites que não podem ser ultrapassados", nomeadamente as que são sexistas, homofóbicas, indignas e humilhantes, e que criam "um clima de terror" entre os estudantes.

O director da Faculdade aludiu ainda a uma expressão de uma sobrinha de 12 anos sobre os receios das praxes académicas para realçar que uma certa imagem que está a ser transmitida desprestigia a Universidade de Coimbra e afasta candidatos a alunos.

Os docentes pedem uma intervenção dos órgãos da faculdade no "sentido de esclarecimento dos estudantes relativamente aos seus direitos", alertando no início do ano os novos alunos para a possibilidade de recusarem a praxe e criando estruturas de apoio aos anti praxistas.

Carlos André, que manifestou "todo o apoio institucional, e toda a solidariedade", defendeu que este problema "deve mobilizar a todos", e enalteceu a manifestação de vontade de envolvimento por parte de membros do núcleo de estudantes da faculdade.

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