Comissão comprometeu-se a tentar elaborar um código de conduta sobre a matéria.
A Comissão Europeia afirmou esta terça-feira que não pode obrigar as editoras de videojogos a manterem os seus produtos disponíveis quando deixam de ser comercializados, mas comprometeu-se a tentar elaborar um código de conduta sobre a matéria.
Esta foi a resposta do executivo comunitário à iniciativa cidadã "Parem de destruir os videojogos", que recolheu mais de um milhão de assinaturas e pedia à Comissão Europeia que garantisse que as editoras de videojogos não podiam desativar os seus produtos remotamente quando estes deixavam de ser comercializados.
Os signatários denunciavam o facto de "um número crescente de editoras venderem jogos que necessitam de se ligar à Internet e aos servidores da própria editora para poderem funcionar".
"Embora isso, por si só, não seja um problema, quando o suporte para este tipo de jogos termina, é muito frequente que as editoras simplesmente interrompam a ligação necessária ao seu funcionamento, eliminem todas as cópias funcionais do jogo e apliquem medidas para impedir que os consumidores possam repor ou manter o jogo de qualquer forma", indicavam.
Os subscritores pediam assim à Comissão Europeia que criasse "uma obrigação para que as editoras que vendam ou licenciem videojogos a consumidores na UE deixem esses jogos num estado funcional".
Num comunicado hoje divulgado, a Comissão Europeia considera que, "nesta fase, não pode propor uma obrigação legal de manter os videojogos disponíveis após deixarem de ser comercializados".
O executivo comunitário salienta que não o pode fazer devido aos "direitos de propriedade intelectual existentes", referindo que, ao abrigo da legislação da União Europeia (UE) em matéria de direitos de autor, "os titulares desses direitos beneficiam de direitos exclusivos sobre as suas criações".
"Além dos direitos de autor, outros direitos de propriedade intelectual podem igualmente ser relevantes, uma vez que podem proteger diferentes aspetos visuais e tecnológicos de um videojogo", refere o executivo.
A Comissão Europeia diz que a atual legislação europeia de defesa do consumidor "já prevê salvaguardas importantes para proteger os interesses económicos dos consumidores" e sugere que, nos casos em que os videojogos deixam de ser disponibilizados, pode ser exigido um reembolso.
Apesar disso, "para responder às preocupações" dos subscritores desta iniciativa, a Comissão Europeia compromete-se a "promover um diálogo entre a indústria dos videojogos e os representantes dos consumidores, com o objetivo de elaborar um código de conduta sobre a gestão do 'fim de vida' dos jogos".
"A Comissão trabalhará com organizações de consumidores e autoridades competentes para sensibilizar o público para os direitos aplicáveis que protegem os consumidores, incluindo as salvaguardas destinadas a proteger os seus interesses económicos", indica.
O executivo comunitário acrescenta ainda que vai publicar, antes do final do ano, "um relatório sobre a aplicação da diretiva relativa aos conteúdos e serviços digitais".
"A aplicação efetiva destes direitos dos consumidores poderá também incentivar os fornecedores a disponibilizar videojogos com ciclos de vida mais longos e a procurar soluções que correspondam melhor às expectativas dos consumidores", afirma.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
o que achou desta notícia?
concordam consigo
A redação do CM irá fazer uma avaliação e remover o comentário caso não respeite as Regras desta Comunidade.
O seu comentário contem palavras ou expressões que não cumprem as regras definidas para este espaço. Por favor reescreva o seu comentário.
O CM relembra a proibição de comentários de cariz obsceno, ofensivo, difamatório gerador de responsabilidade civil ou de comentários com conteúdo comercial.
O Correio da Manhã incentiva todos os Leitores a interagirem através de comentários às notícias publicadas no seu site, de uma maneira respeitadora com o cumprimento dos princípios legais e constitucionais. Assim são totalmente ilegítimos comentários de cariz ofensivo e indevidos/inadequados. Promovemos o pluralismo, a ética, a independência, a liberdade, a democracia, a coragem, a inquietude e a proximidade.
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza expressamente o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes ou formatos actualmente existentes ou que venham a existir.
O propósito da Política de Comentários do Correio da Manhã é apoiar o leitor, oferecendo uma plataforma de debate, seguindo as seguintes regras:
Recomendações:
- Os comentários não são uma carta. Não devem ser utilizadas cortesias nem agradecimentos;
Sanções:
- Se algum leitor não respeitar as regras referidas anteriormente (pontos 1 a 11), está automaticamente sujeito às seguintes sanções:
- O Correio da Manhã tem o direito de bloquear ou remover a conta de qualquer utilizador, ou qualquer comentário, a seu exclusivo critério, sempre que este viole, de algum modo, as regras previstas na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, a Lei, a Constituição da República Portuguesa, ou que destabilize a comunidade;
- A existência de uma assinatura não justifica nem serve de fundamento para a quebra de alguma regra prevista na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, da Lei ou da Constituição da República Portuguesa, seguindo a sanção referida no ponto anterior;
- O Correio da Manhã reserva-se na disponibilidade de monitorizar ou pré-visualizar os comentários antes de serem publicados.
Se surgir alguma dúvida não hesite a contactar-nos internetgeral@medialivre.pt ou para 210 494 000
O Correio da Manhã oferece nos seus artigos um espaço de comentário, que considera essencial para reflexão, debate e livre veiculação de opiniões e ideias e apela aos Leitores que sigam as regras básicas de uma convivência sã e de respeito pelos outros, promovendo um ambiente de respeito e fair-play.
Só após a atenta leitura das regras abaixo e posterior aceitação expressa será possível efectuar comentários às notícias publicados no Correio da Manhã.
A possibilidade de efetuar comentários neste espaço está limitada a Leitores registados e Leitores assinantes do Correio da Manhã Premium (“Leitor”).
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes disponíveis.
O Leitor permanecerá o proprietário dos conteúdos que submeta ao Correio da Manhã e ao enviar tais conteúdos concede ao Correio da Manhã uma licença, gratuita, irrevogável, transmissível, exclusiva e perpétua para a utilização dos referidos conteúdos, em qualquer suporte ou formato atualmente existente no mercado ou que venha a surgir.
O Leitor obriga-se a garantir que os conteúdos que submete nos espaços de comentários do Correio da Manhã não são obscenos, ofensivos ou geradores de responsabilidade civil ou criminal e não violam o direito de propriedade intelectual de terceiros. O Leitor compromete-se, nomeadamente, a não utilizar os espaços de comentários do Correio da Manhã para: (i) fins comerciais, nomeadamente, difundindo mensagens publicitárias nos comentários ou em outros espaços, fora daqueles especificamente destinados à publicidade contratada nos termos adequados; (ii) difundir conteúdos de ódio, racismo, xenofobia ou discriminação ou que, de um modo geral, incentivem a violência ou a prática de atos ilícitos; (iii) difundir conteúdos que, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, tenham como objetivo, finalidade, resultado, consequência ou intenção, humilhar, denegrir ou atingir o bom-nome e reputação de terceiros.
O Leitor reconhece expressamente que é exclusivamente responsável pelo pagamento de quaisquer coimas, custas, encargos, multas, penalizações, indemnizações ou outros montantes que advenham da publicação dos seus comentários nos espaços de comentários do Correio da Manhã.
O Leitor reconhece que o Correio da Manhã não está obrigado a monitorizar, editar ou pré-visualizar os conteúdos ou comentários que são partilhados pelos Leitores nos seus espaços de comentário. No entanto, a redação do Correio da Manhã, reserva-se o direito de fazer uma pré-avaliação e não publicar comentários que não respeitem as presentes Regras.
Todos os comentários ou conteúdos que venham a ser partilhados pelo Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã constituem a opinião exclusiva e única do seu autor, que só a este vincula e não refletem a opinião ou posição do Correio da Manhã ou de terceiros. O facto de um conteúdo ter sido difundido por um Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã não pressupõe, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, que o Correio da Manhã teve qualquer conhecimento prévio do mesmo e muito menos que concorde, valide ou suporte o seu conteúdo.
ComportamentoO Correio da Manhã pode, em caso de violação das presentes Regras, suspender por tempo determinado, indeterminado ou mesmo proibir permanentemente a possibilidade de comentar, independentemente de ser assinante do Correio da Manhã Premium ou da sua classificação.
O Correio da Manhã reserva-se ao direito de apagar de imediato e sem qualquer aviso ou notificação prévia os comentários dos Leitores que não cumpram estas regras.
O Correio da Manhã ocultará de forma automática todos os comentários uma semana após a publicação dos mesmos.
Para usar esta funcionalidade deverá efetuar login.
Caso não esteja registado no site do Correio da Manhã, efetue o seu registo gratuito.
Escrever um comentário no CM é um convite ao respeito mútuo e à civilidade. Nunca censuramos posições políticas, mas somos inflexiveis com quaisquer agressões. Conheça as
Inicie sessão ou registe-se para comentar.