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Comissões protegem mais de 73 mil jovens

Falta de recursos é um dos fatores associados.

30 de junho de 2016 às 01:00

As Comissões de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) acompanharam 73 355 casos em 2015, o valor mais alto desde 2011, quando se registaram 67 941. A exposição a comportamentos que possam comprometer o bem-estar da criança – como violência doméstica –, é a primeira causa a motivar intervenções, revela o relatório de Avaliação da Atividade das CPCJ.

A negligência é a segunda situação de risco mais comunicada, com mais de sete mil novos casos. Em 2015, outro dado se destaca: foram reabertos 8328 processos de crianças e jovens em risco, o maior número desde 2010. Uma situação que pode estar associada aos "muitos jovens com problemas que se repetem e exigem um novo olhar" e também à "falta de recursos" das CPCJ, admitiu Armando Leandro, presidente da Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Proteção das Crianças e Jovens. A secretária de Estado Ana Sofia Antunes anunciou que conta "ter colocados no início de julho 80 técnicos" para reforçar 43 CPCJ. "Encontrámos situações em que o número de processos por técnico era de 120 ou 130", revelou a governante. Em 2015, segundo o relatório CASA, 8600 crianças e jovens estavam em acolhimento, a maioria na adolescência. Os jovens a partir dos 12 anos representam também 60 por cento das retiradas de urgência.

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