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Correio da Manhã

Sociedade
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Comunidade científica tem de combater falta de transparência nas vacinas contra a Covid-19, alertam analistas

Especialistas consideram que a corrida à descoberta de um fármaco eficaz está "politizada".
Lusa 28 de Novembro de 2020 às 08:24
Há várias vacinas contra a Covid-19 em desenvolvimento
Há várias vacinas contra a Covid-19 em desenvolvimento FOTO: Dado Ruvic /reuters
A credibilidade das vacinas para a covid-19 é "fundamental" para garantir a eficácia do medicamento, apesar de, nalguns casos, a transparência e a falta de informação poderem pô-la em causa, pelo que a comunidade científica tem de estar atenta.

A convicção é comum a Álvaro de Vasconcelos, fundador do Instituto de Estudos Estratégicos e Internacionais de Lisboa (IEEI), Filipe Vasconcelos Romão, docente na Universidade Autónoma de Lisboa (UAL), e José Adelino Maltês, professor de Teoria das Relações Internacionais na Universidade de Lisboa (ISCSP), que em declarações à agência Lusa consideraram que a credibilidade está ainda por provar.

"Há uma presença muito forte de quadros técnicos nas agências encarregadas da regulação dos medicamentos que são suficientemente credíveis para nos darem, nomeadamente na Europa, e em Portugal, soluções que não ponham em risco a nossa saúde", afirmou Filipe Vasconcelos Romão, relembrando que as percentagens da taxa de eficácia anunciadas por quase todas as investigações mostram resultados acima dos 90%.

A politização da vacina e o marketing de um produto
A corrida à descoberta de uma vacina eficaz contra a covid-19 está "politizada", optando-se por uma estratégia de marketing para um "produto" visando influenciar potenciais mercados com ganhos políticos e económicos, consideraram à agência Lusa três analistas portugueses.

Estados Unidos, com privados, China, com empresas públicas, Rússia, com o Estado, e União Europeia (UE) e Reino Unido, este sobretudo, com as universidades, são os principais "participantes" numa "corrida" em que o preço poderá ser mais acessível, sobretudo na América Latina em África, onde, aliás, já decorrem testes sem que haja ainda uma aprovação da comunidade científica.

Em declarações à Lusa, Álvaro de Vasconcelos, fundador do Instituto de Estudos Estratégicos e Internacionais de Lisboa (IEEI), Filipe Vasconcelos Romão, docente na Universidade Autónoma de Lisboa (UAL), e José Adelino Maltês, professor de Teoria das Relações Internacionais na Universidade de Lisboa (ISCSP), relevaram unanimemente a importância de o "produto final", a vacina, ter um caráter "universal e não nacionalista".

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