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Correio da Manhã

Sociedade
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Conheça os novos alimentos da moda

Produtos como a espelta e a quinoa, ou superalimentos como a maca, começam a entrar nos hábitos dos portugueses.
Bernardo Esteves 4 de Abril de 2019 às 08:42
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Produtos como a espelta e a quinoa, ou superalimentos como a maca, começam a entrar nos hábitos dos portugueses.
Uma série de novos produtos começam gradualmente a entrar nos hábitos alimentares dos portugueses. Falamos por exemplo de produtos originários da América do Sul, como a quinoa e o amaranto, de superalimentos provenientes da mesma região do globo, como a maca, ou de cereais menos conhecidos, como a espelta.

"Hoje em dia há uma panóplia de novos cereais e as pessoas aderem a estes produtos. Por exemplo, a espelta e a quinoa dão outros nutrientes que o trigo não dá. Muitas vezes são usados por ser moda e para substituir produtos com glúten, embora neste caso eu não concorde que se eliminem produtos por esse motivo", disse ao CM a nutricionista Rita Almeida.

A quinoa é um cereal já bem conhecido, considerado mesmo um dos alimentos mais completos que existem. O amaranto é um cereal que cada vez ganha mais adeptos. "Pode-se comer por exemplo em papas, ao pequeno-almoço. É rico em proteínas vegetais, sais minerais e hidratos de carbono de absorção lenta. E não tem glúten. Pode ser também usado na confeção de bolos e massas", refere a especialista.

A introdução de novos produtos que confiram variedade à alimentação é considerada positiva.

"A vantagem é a quebra da monotonia e poder haver uma maior riqueza de nutrientes. Em vez de usar trigo e centeio, os bolos e o pão podem passar a ser feitos com farinhas mais saudáveis. O problema é que nem todos conhecem ou sabem manipular estes produtos", analisa a nutricionista Rita Almeida

Há contudo que ter em atenção que estes produtos têm um custo mais elevado.

"Estes novos produtos são um pouco mais caros e nem todas as famílias podem consumir", ressalva a especialista, que desdramatiza esta situação: "São produtos bons e saudáveis e se as pessoas puderem consumir ótimo, para terem alternativas aos alimentos habituais, mas não são obrigatórios. Acredito que em muitas aldeias as pessoas nem têm possibilidade de comprar."

"Fazemos poucas refeições"
Rita Almeida, nutricionista
CM – A alimentação dos portugueses é incorreta?
Rita Almeida – A base da nossa alimentação, a dieta mediterrânica, é saudável, mas ao longo do tempo foram sendo cometidos erros. Fazemos poucas refeições e cada uma é muito volumosa. Muitas pessoas não tomam pequeno-almoço e ficam horas sem comer. E há uma ingestão exagerada de carne e batatas fritas, além do excesso de sal.
–Qual é a alimentação correta?
– O mais natural possível, recorrendo o menos possível a alimentos processados e embalados, neste último caso para reduzir o consumo de plástico. Tentar consumir menos carne, pizas e massas, e mais legumes, peixe e fruta, de preferência da época e biológica. Não sou adepta de dietas que eliminam nutrientes como por exemplo a lactose sem haver intolerância.

PORMENORES 
Trigo ancestral regressa
A espelta é o trigo ancestral que surgiu na Europa, mais duro do que o trigo comum. Apesar de ser mais difícil de trabalhar, é cada vez mais acessível em lojas sob a forma de farinha ou em pão, bolachas e massas.

Exercício é fundamental
Os portugueses precisam de mudar a alimentação, cortando na carne e no sal, mas precisam também de fazer mais exercício, defende Rita Almeida. "Deve juntar-se o exercício físico a hábitos alimentares saudáveis."
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