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Correio da Manhã

Sociedade
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Cooperativa evita desperdício de 50 toneladas de 'fruta feia'

Fundadores mostraram-se surpreendidos com o número alcançado.
11 de Outubro de 2014 às 10:55
"É uma grande emoção para nós. Estamos a trazer do campo cerca de duas toneladas por semana", explicou Isabel Soares
'É uma grande emoção para nós. Estamos a trazer do campo cerca de duas toneladas por semana', explicou Isabel Soares FOTO: Carlos Barroso

O projeto Fruta Feia evitou que mais de 50 toneladas de desperdício de frutas e hortaliças tenham ido para o lixo, com os fundadores da cooperativa a mostrarem-se surpreendidos com o número alcançado.

"É uma grande emoção para nós. Estamos a trazer do campo cerca de duas toneladas por semana, o que para os agricultores significa uma rentabilidade extra já bastante significativa e esse era o maior objetivo do nosso projeto", explicou em declarações à agência Lusa, Isabel Soares, uma das mentoras do projeto.

A jovem reconhece que no início da Cooperativa Fruta Feia não estava à espera de uma adesão "tão grande" por parte dos consumidores, lembrando que há 41 semanas eram 100 os associados, enquanto agora, passado quase um ano do arranque do projeto, contam já com 450 e uma lista de espera de cerca de 2.500.

Ideia de quatro amigos

A cooperativa Fruta Feia resulta de uma ideia de quatro amigos para aproveitar cerca de um terço da fruta e vegetais que os supermercados desperdiçam, por considerarem que não têm o aspeto perfeito que os consumidores procuram.

"O primeiro objetivo deste projeto foi largamente alcançado, que era o de valorizar estes produtos junto dos agricultores", frisou Isabel Soares, lembrando que o próximo passo será a abertura de uma terceira delegação, ainda nas imediações de Lisboa, mas a funcionar de forma autónoma.

"Queremos abrir o terceiro ponto de entrega no início do próximo ano, mas queremos que funcione como unidade piloto para replicação a nível nacional fora de Lisboa. Funcionará independentemente da nossa gestão de forma também a podermos otimizar o modelo de gestão", explicou.

Para colocar em prática este novo desafio, Isabel Soares contou que é só preciso encontrar financiamento, já que há pessoas interessadas em dinamizar uma delegação em outros pontos do país, lembrando que o desperdício de fruta não se dá somente na região oeste.

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