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Correio da Manhã

Sociedade
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Coronavírus já matou mais gente que o SARS

Número de vítimas mortais da nova doença ascende aos 813, incluindo uma cidadã norte-americana.
Ana Maria Ribeiro 10 de Fevereiro de 2020 às 08:14
Chen Qiushi
Coronavírus
Ruas de Macau estão desertas
Coronavirus
Chen Qiushi
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Ruas de Macau estão desertas
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Chen Qiushi
Coronavírus
Ruas de Macau estão desertas
Coronavirus
No dia em que a Espanha confirmou o segundo caso de coronavírus, soube-se que ascende já a 813 o número de vítimas mortais da doença, incluindo uma cidadã norte-americana que estava em Wuhan, cidade chinesa onde o surto começou. O 2019-nCoV (nome provisório para este vírus) torna-se, assim, mais mortífero do que o SARS – Síndrome Respiratório Agudo Severo, que em 2002/2003 fez 774 mortes em todo o Mundo.

Nos últimos dias, o número de novos casos parece ter estabilizado, mas a Organização Mundial de Saúde (OMS) diz que é cedo para festejar.

"Temos de encarar isto com cautela. Há uma estabilização agora, mas o número de infetados pode disparar dentro de dias", disse Tedros Adhanom, diretor-geral da OMS. Entretanto, parte da equipa de especialistas que deve seguir – hoje ou amanhã – para a China, para ajudar as autoridades locais no controlo do surto, já está definida. Adhanom, porém, escusa-se a revelar nomes.

Entretanto, a polémica está instalada em Hangzhou, cidade chinesa com cerca de 10 milhões de habitantes cujas autoridades decidiram retirar, das farmácias, medicamentos para a gripe e para as constipações, numa tentativa de forçar as pessoas a ir ao hospital. Consideram que é a única forma de detetar todos os doentes infetados.

Este domingo houve mais uma retirada de Wuhan: um avião britânico levando a bordo 200 pessoas de várias nacionalidades, saiu da cidade e o ministro dos negócios estrangeiros inglês disse que será o último repatriamento que o Reino Unido tenciona efetuar.

De acordo com os dados da OMS, há três cidadãos britânicos infetados com o novo coronavírus, que deverá ganhar nome definitivo em breve. O Comité Internacional de Taxonomia de Vírus já submeteu a sua sugestão a uma revista científica e está à espera da respetiva aprovação.

Macau pede mais produtos para a desinfeção
As autoridades de Macau emitiram, com caráter de urgência, duas licenças industriais a fábricas farmacêuticas para produção de produtos de desinfeção, que desapareceram do mercado com o surto do novo coronavírus. Uma das fábricas iniciou a produção de álcool desinfetante e gel de mãos, produtos que há mais de duas semanas não se veem nas prateleiras das farmácias e supermercados.

Chinês que filmava Wuhan não é visto desde quinta-feira
Chen Qiushi, o advogado especialista em direitos humanos e jornalista que assumiu a missão de cobrir a evolução do coronavírus na China, está desaparecido desde quinta-feira. Qiushi começou a dar nas vistas no início do surto, ao filmar hospitais e ruas desertas de Wuhan e ao acusar as autoridades de falta de organização na luta contra a epidemia. No fim de janeiro disse que a justiça andava à procura dele e que não tinha medo de morrer.

PORMENORES
Quase 3 mil recuperaram
Há 37 565 pessoas infetadas com o novo coronavírus em todo o Mundo. Dessas, 6198 encontram-se em estado muito grave. Nem tudo são más notícias: há 2990 pessoas que tiveram a doença e recuperaram.

França fecha duas escolas
No sábado, o ministro da Saúde francês confirmou que há cinco novos infetados com o novo coronavírus em Les Contamines-Montjoie. São todos britânicos. Por precaução, as autoridades locais encerraram duas escolas naquela cidade.

Portugueses sem casos
A Direção-Geral da Saúde informou este domingo que os oito portugueses que estão de quarentena num cruzeiro no Japão não estão entre os casos confirmados. Em Lisboa, continuam de quarentena 20 pessoas.
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