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Correio da Manhã

Sociedade
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Corrida aos enlatados e produtos para animais devido ao coronavírus

Compra de conservas registou na semana de 16 a 22 de março uma subida de 79% face ao mesmo período do ano passado.
João Maltez 7 de Abril de 2020 às 08:21
Supermercado
Supermercado FOTO: Getty Images
As vendas de alimentos - com destaque para as conservas -, de produtos para animais e de bens de higiene pessoal e para o lar sobressaíram no conjunto dos bens mais adquiridos no País, em híperes e supermercados, no decorrer da semana de 16 a 22 de março. Os dados constam do barómetro semanal da consultora Nielsen, que está a analisar a evolução do consumo desde que a pandemia causada pela Covid-19 passou a fazer-se sentir em Portugal.

No espaço de tempo em análise, o volume dos bens transacionados registou uma subida de 7% face ao mesmo período (12ª semana do ano) de 2019. Contudo, comparando com a semana antecedente de 2020, que coincidiu com o encerramento das escolas e a declaração do estado de emergência, a desaceleração no volume de vendas correspondeu a uns significativos 65%.

Nos produtos alimentares, face à 12ª semana de 2019, foram os de longa conservação que registaram os maiores crescimentos. As conservas registaram uma subida de 79% no seu volume de vendas. Já os produtos de papel continuaram no período em análise no topo dos produtos mais comprados no ramo da higiene pessoal e lar. Só o papel higiénico teve um crescimento de 75% face ao ano passado.

Na análise feita pela Nielsen, e "passada esta fase em que os portugueses prepararam a vida para a quarentena, é natural que procurem agora tornar" a permanência em casa "mais suportável". A tendência, avança a consultora, é para mais vendas de alguns produtos menos essenciais, como "algumas categorias de bebidas" e mesmo alguns produtos de beleza, sobretudo numa altura em que sair de casa não é recomendável e quando frequentar a manicure ou ir a um cabeleireiro está fora de questão, já que estes estabelecimentos estão encerrados.

Loja dos grossistas abre as suas portas também a famílias
A Makro Portugal começou esta segunda-feira a operar temporariamente também como retalhista, para garantir a continuidade da cadeia de distribuição de produtos a todos os consumidores, revelou a empresa. Além de embalagens maiores, para profissionais, terá também unidades para consumo familiar.

PORMENORES
Lisboa compra conservas
Foi em Lisboa e em Setúbal que mais cresceu a compra de conservas entre 16 e 22 de março, face ao mesmo período do ano passado. A subida foi, respetivamente, de 89% e de 74%.

Cai maquilhagem e graxa
Porque os portugueses estão em casa, maquilhagem (-54%), perfumes (-53%), graxas para sapatos (-47%) ou cremes para a pele estão entre os produtos cuja venda mais caiu.
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