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Correio da Manhã

Sociedade
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Cortes vão gerar caos na saúde

O corte de serviços em 25 hospitais provocará o caos nos centros de saúde. Esta é a previsão do presidente de Associação de Médicos de Saúde Pública, Mário Jorge Santos, que critica, nomeadamente, o encerramento dos serviços de Medicina Interna, previsto para quatro hospitais. "Não consigo conceber hospitais a funcionar sem os médicos capazes de observar o doente como um todo", diz. Com o fecho de vários serviços hospitalares, aumentam as consultas nos centros de saúde.

4 de Junho de 2012 às 01:00
Centros de saúde poderão ser penalizados com cortes em hospitais
Centros de saúde poderão ser penalizados com cortes em hospitais FOTO: João Cortesão

O estudo da Entidade Reguladora da Saúde (ERS) prevê o fecho de dezenas de serviços. O ministro da Saúde, Paulo Macedo, quer iniciar o processo de reorganização já em Julho. A reforma visa cortar parte dos 200 milhões de euros da despesa dos hospitais. "O estudo não indica uma previsão de impacto. A concentração de serviços representa uma agravamento dos custos de deslocação de doentes. A haver uma poupança nos hospitais, há um acréscimo de despesa nos centros de saúde", critica Mário Jorge Santos.

É no Centro e Norte que os cortes mais se vão fazer sentir. Em Ovar, fecham Medicina Interna e Cirurgia Geral com internamento. "Houve um investimento de 3 milhões de euros e seria um desperdício, até do ponto de vista financeiro, não rentabilizar os recursos. Qualquer dia encerramos o País e exportamos o povo", lamentou o presidente da Câmara Municipal, Manuel Oliveira.

MÉDIO TEJO CONTESTA DECISÃO

Os presidentes das Câmaras de Torres Novas, António Rodrigues, e de Tomar, Carlos Carrão, contestam os cortes previstos para os três hospitais do Médio Tejo (Tomar, Torres Novas e Abrantes). "Esta proposta ignorou o reajustamento feito há dois meses em que a medicina interna passou de Tomar para Torres Novas. Agora pretende-se concentrá-la em Abrantes", disse António Rodrigues, acrescentando que "os doentes estão fartos de decisões que parecem brincadeira". Por sua vez, Carlos Carrão referiu que "há dois meses, a cirurgia programada do Médio Tejo foi toda concentrada em Tomar. Se agora querem acabar com esta valência, isso seria gravíssimo, é como esvaziar todo este hospital", lamentou.

HOSPITAIS SAÚDE CORTE
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