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Costa considera festas ilegais e legais "polos de difusão" da nova vaga de Covid-19

Chefe do executivo apelou à "responsabilidade individual" de cada cidadão.

06 de julho de 2021 às 18:50

O primeiro-ministro, António Costa, defendeu esta terça-feira que as festas ilegais e legais que são feitas um pouco por todo o país são os "principais polos de difusão" desta nova vaga da pandemia de covid-19.

"Temos de evitar os comportamentos irresponsáveis de festas clandestinas ou não clandestinas que se desenvolvem sem segurança e que estão a ser os principais polos de difusão desta nova vaga da pandemia", afirmou António Costa durante uma visita ao Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho, em Gaia, no distrito do Porto.

Acompanhado da ministra da Saúde, Marta Temido, o chefe do executivo apelou à "responsabilidade individual" de cada cidadão, insistindo que só comportamentos responsáveis poderão evitar que as infeções cresçam como cresceram em janeiro e fevereiro.

António Costa apelou ao esforço daqueles que vão ser vacinados em "condições menos agradáveis nas próximas semanas" devido ao aumento do número de administrações de vacinas e à "disciplina" de usar máscara, desinfetar as mãos e manter a distância física.

"Hoje estamos melhor preparados, mas isso não nos deve dar tranquilidade porque esta pandemia não acabou, infelizmente continua e vai continuar enquanto o vírus tiver capacidade para se ir diferenciando em múltiplas variantes", sublinhou.

Costa aproveitou ainda a visita às obras da nova maternidade do hospital de Vila Nova de Gaia, que deverão estar concluídas no final do ano, para vincar que o Governo está a fazer investimentos não só para enfrentar a atual pandemia, mas para o futuro e necessidades permanentes do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Estes investimentos por parte do Governo são prova de que "há vida para além da pandemia", usando o mesmo termo utilizado pelo Presidente da República na cerimónia de apresentação de cumprimentos da missão portuguesa aos Jogos Olímpicos Tóquio2020, que aconteceu na segunda-feira, em Lisboa.

"Este hospital está já a avançar com novas obras para ter pronta uma nova unidade de saúde maternoinfantil. Há mesmo mais vida para além de covid-19, tem mesmo de haver mais vida", reafirmou.

Depois da visita à empreitada em curso no centro hospitalar, António Costa foi inaugurar o Centro de Saúde da Madalena, igualmente em Vila Nova de Gaia, onde foi recebido por dezenas de populares que "agradeceram todo o esforço feito".

Além das pessoas e curiosos que o esperavam, Costa, que não falou aos jornalistas à margem, teve ainda tempo para cumprimentar crianças de uma escola ao lado da nova unidade de saúde que, à sua chegada, gritaram e chamaram insistentemente por si.

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 3.987.613 mortos em todo o mundo, resultantes de mais de 184,1 milhões de casos de infeção pelo novo coronavírus, segundo o balanço mais recente feito pela agência France- Presse.

Em Portugal, desde o início da pandemia, em março de 2020, morreram 17.118 pessoas e foram registados 892.741 casos de infeção, de acordo com a Direção-Geral da Saúde.

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China, e atualmente com variantes identificadas em países como o Reino Unido, a Índia ou a África do Sul.

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