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Correio da Manhã

Sociedade
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Crianças fazem quimioterapia no corredor do hospital S. João

Pais queixam-se das condições em que os filhos recebem os tratamentos.
10 de Abril de 2018 às 11:16
Hospital de São João
Hospital de São João, no Porto
Hospital de São João
Hospital de São João, no Porto
Hospital de São João
Hospital de São João, no Porto
A quimioterapia em ambulatório no Hospital de S. João, no Porto, está a ser feita num dos corredores do hospital. A falta de condições no hospital estende-se inclusivamente à unidade do Joãozinho, para onde estão a ser enviadas crianças quando têm de ser internadas. Esta unidade funciona em contentores "provisórios" há quase ndez anos. 

Apesar das condições e da queixa apresentada à Administração do Centro Hospitalar, os pais das crianças entendem que os profissionais de saúde fazem todos os possíveis para dar o melhor tratamento possível aos mais pequenos. Segundo os pais, as crianças têm, depois da quimioterapia, de partilhar o elevador com os carrinhos do lixo. Há também queixas de que os carrinhos da limpeza são colocados ao lado da comida.

Os pais de três crianças foram impulsionadas pelos profissionais de saúde a revelarem as condições em que os seus filhos estão a receber tratamento, segundo avança a imprensa nacional esta manhã. Entre as queixas apresentadas está também o facto da construção da nova ala pediátrica Joãozinho estar parada há cerca de dois anos. 

Em meados de Março, o secretário de Estado adjunto da Saúde disse que os 22 milhões de euros do Governo para as obras desta unidade pediátrica tinham sido já transferidos, esperando apenas pela autorização do Ministério das Finanças. 

Mas nem só no tratamento hospitalar há falta de condições, queixam-se os pais. Segundo disse uma mãe à mesma publicação, depois dos tratamentos, as crianças que precisam de ser internadas e ficar em isolamento ficam à espera "quatro a cinco horas por uma ambulância, sem condições higiénicas, que transporte as crianças do edifício central do hospital para o Joãozinho".

Outra denúncia fala de quartos com "buracos na parede, nos sofás, e janelas onde entra frio e não há cortinas para bloquear a luz". Em toda a unidade Joãozinho há apenas "uma casa de banho com chuveiros para todos os pais fazerem a sua higiene".

Há ainda queixas de pais que dizem que o centro hospitalar não tem lugares para deficientes - para doentes que têm dificuldades locomotores -, mas que os administradores têm lugares reservados à frente da porta principal.

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