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Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Cruz Vermelha Portuguesa distribui cerca de 10 mil lonas

Donativos recebidos através do Fundo Nacional de Emergência "Portugal Precisa de Si" permitiram a aquisição das lonas.

05 de fevereiro de 2026 às 10:52

A Cruz Vermelha Portuguesa (CVP) está a distribuir até ao final da semana cerca de 10 mil lonas para apoiar as famílias cujas habitações ficaram parcialmente danificadas na sequência da tempestade Kristin, informou esta quinta-feira a instituição.

Em comunicado, a CVP adianta que os donativos recebidos, através do Fundo Nacional de Emergência "Portugal Precisa de Si" permitiram a aquisição das lonas.

"A CVP está a distribuir as lonas destinadas à proteção provisória de telhados e estruturas expostas, mitigando riscos de infiltrações e agravamento dos danos, numa fase crítica marcada pela instabilidade das condições meteorológicas, priorizando as regiões mais afetadas pela Tempestade Kristin: Leiria, Coimbra, Médio Tejo, Oeste e Beira Baixa", é referido na nota.

A distribuição das lonas está a ser realizada em articulação com as estruturas locais da CVP e as entidades de Proteção Civil, assegurando prioridade às situações de maior vulnerabilidade e necessidade imediata.

A CVP realça que as lonas são um "recurso essencial para minimizar infiltrações, proteger bens e garantir condições mínimas de segurança e habitabilidade, enquanto decorrem as avaliações técnicas e as intervenções definitivas de reparação das habitações".

"Para centralizar os apoios e garantir transparência na utilização dos recursos, a CVP mantém ativo o Fundo Nacional de Emergência através da plataforma "Portugal Precisa de Si", disponível em: https://apoiar.cruzvermelha.pt/portugalprecisadesi", segundo a nota.

Esta plataforma permite, de acordo com a CVP, direcionar, de forma rápida e flexível, os donativos para as necessidades mais urgentes identificadas no terreno, nomeadamente apoio humanitário imediato, recuperação de meios essenciais e reforço da capacidade operacional.

Esta resposta conta também com o apoio específico da Fundação Calouste Gulbenkian e da Fundação Ageas, cujos donativos foram destinados exclusivamente à aquisição de lonas para proteção de habitações afetadas.

Onze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também algumas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.

Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.

O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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