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Correio da Manhã

Sociedade
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Dádivas para ajudar famílias

"Ser dador de medula é uma opção para a vida." A frase, estampada nas camisolas das brigadas que fazem a recolha das dádivas de sangue, é hoje o lema de mais de 25 mil portugueses, ‘tocados’ pelo apelo do jogador Carlos Martins.
18 de Dezembro de 2011 às 01:00
Mais de 25 mil pessoas já se inscreveram como dadoras de medula desde o apelo de Carlos Martins
Mais de 25 mil pessoas já se inscreveram como dadoras de medula desde o apelo de Carlos Martins FOTO: Helena Poncini

Emocionada, Lina Bernardo, de 40 anos, foi uma das 166 pessoas que fizeram ontem a sua dádiva no quartel dos Bombeiros Voluntários do Montijo. "Depois de ser mãe, passei a dar valor ao que realmente importa: o bem-estar da família. Por isso, o facto de ter vindo dar sangue resulta da necessidade de querer ajudar", explicou a auxiliar de acção médica, abraçada ao filho de 8 anos. Paula Calado, contabilista de 34 anos, ampara os passinhos que a filha bebé vai ensaiando. A consciência de que nem sempre poderá estar por perto faz com que tente acautelar o futuro, o seu e o de tantas pessoas que necessitam de um transplante de medula óssea.

"Inscrevi-me como dadora a pensar nos meus dois filhos e também nos milhares de filhos, irmãos e pais que precisam da nossa ajuda. Espero ser compatível com alguém", disse. As acções de recolha continuam hoje nos Bombeiros Voluntários de Agualva Cacém (Sintra), Hospital da Misericórdia de Castelo de Paiva e Cruz Vermelha de Águeda.

MEDULA ÓSSEA DOAÇÃO APLASIA MEDULAR CARLOS MARTINS GUSTAVO MONTIJO
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