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Daltonismo afeta 500 mil homens

Dificuldade em distinguir as cores prejudica o dia a dia dos daltónicos. Designer inventou código que evita erros

07 de julho de 2013 às 01:00

Os daltónicos não veem o mundo como as outras pessoas, com a mesma paleta de cores. A maioria não distingue o verde do vermelho. Outros não conseguem ver a cor azul ou o amarelo. Mais raros são os que veem o mundo a preto e branco. O daltonismo é uma doença congénita que afeta, sobretudo, os homens: um em cada dez. Apenas 0,5% das mulheres é daltónica.

A alteração da visão acarreta inúmeros constrangimentos aos daltónicos que sentem o peso da discriminação social. O miúdo que vê a banana azul é alvo de chacota pelos colegas, o padre que faz o funeral com as cores das vestes erradas ou a funcionária que vê o emprego em risco porque não consegue distinguir as cores dos ficheiros no computador são alguns exemplos das dificuldades sentidas no dia a dia.

Uma ajuda para os daltónicos ultrapassarem a dificuldade na identificação das cores foi dada por Miguel Neiva, designer gráfico, ao conceber um sistema de códigos que identifica cada uma das cores. Esse sistema, designado ColorAdd, já foi implementado nos Hospitais de São João, no Porto, e Capuchos, em Lisboa.

Os códigos de identificação de cores têm inúmeras aplicações, designadamente na área da saúde, por exemplo com os medicamentos, para evitar situações de erro devido à troca de remédios. Na Educação, também são uma mais-valia tendo sido usado este ano, pela primeira vez, nos exames nacionais do Secundário.

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