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Correio da Manhã

Sociedade

De onde partem os protestos anti-troika

O movimento 'Que se Lixe a Troika' demarcou-se do protesto de cerco ao parlamento, em Lisboa, que se realiza este sábado, dia para o qual convocou várias manifestações em mais de 40 cidades.
2 de Março de 2013 às 13:02

Em Lisboa todos os caminhos vão dar ao Terreiro do Paço, sendo que o protesto tem inicio no Marquês de Pombal.

Serão vários os cidadãos de diferentes setores profissionais a participar nesta manifestação. Os grupos auto-intitulam-se de ‘marés' e, ainda que arranquem de locais distintos, todos vão ‘desaguar' no mesmo ponto de partida.

A primeira a juntar-se é a ‘Maré da Educação', em que professores e alunos partirão da Avenida 5 de Outubro. Quando esta maré estiver cheia, deslocar-se-ão ao encontro da ‘Maré da Saúde', que por sua vez se concentra na Maternidade Alfredo da Costa.

Próxima do local estará a ‘Maré Feminista' - organizada pela Marcha Mundial das Mulheres -  junto ao edifício da PT, em Picoas. Esta irá juntar-se à ‘Maré Arco-Íris', que associa lésbicas, gays, bissexuais, transexuais e trangéneros.

Por último, a ‘Maré Grisalha', composta por pensionistas e reformados, junto ao monumento dos combatentes da grande guerra.

As cinco ‘marés' vão aglomerar-se no topo da Avenida da Libertado, junto à estátua do Marquês de Pombal, mas todas vão ‘remar' com um único destino: Terreiro do Paço.

Estão previstos protestos em mais de 40 cidades, em Portugal e no estrangeiro, que hoje aderem às manifestações convocadas pelo movimento 'Que se Lixe a Troika' para pedir o fim das políticas de austeridade.

Segundo a organização, será uma manifestação do "povo que mais ordena", e por isso, será cantada a ‘Grândola Vila Morena', de Zeca Afonso, às 18h, em todos os locais nacionais e internacionais onde se realiza o protesto.

Além da iniciativa do Movimento Que se Lixe a Troika, realiza-se uma outra, também este sábado, em frente à Assembleia da República, designada "cerco ao parlamento".

Enquadrado neste último protesto, o movimento cívico Revolução Branca vai entregar um documento reivindicativo dirigido à presidente da Assembleia da República e a todos os líderes parlamentares.

O documento, um "ultimatum", titula "a não aceitação e o não cumprimento implica o apelo público à desobediência civil eleitoral".

Muitas outras manifestações foram convocadas para várias cidades do país. Veja aqui onde e quando:

Aveiro - 16h00: Estação CP, Praça da República

Beja - 16h00: Largo do Museu

Braga - 15h00: Avenida Central

Caldas da Rainha - 15h30: Praça 25 de Abril

Castelo Branco - 16h00: Praça do Município

Coimbra - 15h00: Praça da República

Chaves - 16h00: Largo das Freiras

Covilhã - 15h00: Praça do Município

Entroncamento - 16h00: Estação da CP

Évora - 16h00: Praça do Giraldo

Faro - 16h00: Largo do Carmo

Funchal - 16h00: Praça do Município

Guarda - 16h00: Praça Velha

Leiria - 15h00: Fonte Luminosa

Loulé - 16h00: Praça da República

Marinha Grande - 15h00: Parque da Cerca

Ponta Delgada - 15h00: Largo 2 de Março

Ponte de Sor - 16h00: Avenida da Liberdade, Câmara Municipal

Portalegre - 16h30: Praça da República

Portimão - 16h00: Praça Manuel Teixeira Gomes

Porto - 16h00: Praça da Batalha

Santarém - 15h00: Praceta Alves Redol

Setúbal - 16h00: Largo José Afonso

Sines - 15h00: Rossio

Tomar - 15h00: Jardim em frente ao colégio

Torres Novas - 14h00: Praça 5 de Outubro

Viana do Castelo - 15h00: Praça da República

Vila Real - 16h00: Câmara Municipal

Viseu - 16h00: Jardim Santa Cristina

 

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