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Decapitados por murmurar nome de Jesus

Calvário de Cristo é uma realidade para os seguidores do Messias em África e na Ásia.

04 de abril de 2015 às 15:20

Para 21 coptas egípcios, "murmurar o nome de Jesus representou serem decapitados". A perseguição dos cristãos às mãos dos jihadistas foi recordada ontem, Sexta-feira Santa, no Vaticano, pelo predicador da Casa Pontifícia, Raniero Cantalamessa. O Calvário de Cristo é hoje uma realidade para os seguidores do Messias em África e na Ásia, em particular em países dominados por fações da Jihad, como na Síria, Iraque e Líbia.

Ontem, em Portugal, a exemplo de todo o mundo, os católicos recriaram de norte a sul a Via-Sacra, manifestação popular que retrata a crucificação de Cristo em Jerusalém. O dia ficou também marcado pela Paixão de Cristo, momento em que os clérigos rezam em silêncio, prostrados no chão. Na Sé de Lisboa, a celebração foi presidida pelo cardeal-patriarca, D. Manuel Clemente.

Em Roma, na homilia da Paixão de Cristo, na Basílica de São Pedro, Cantalamessa condenou também a morte de 147 pessoas num ataque na última quinta-feira na Universidade de Garissa, no Quénia. "Arriscamos todos – instituições e pessoas do mundo ocidental – sermos o Pôncio Pilatos que lava as mãos" em relação aos destino dos cristãos. "Os cristãos não são, seguramente, as únicas vítimas da violência, mas não podemos ignorar que são as vítimas escolhidas e as mais frequentes em vários países", acrescentou. 

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