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Correio da Manhã

Sociedade
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DECO deixa conselhos aos mais velhos para escapar às burlas

Cerca de 3400 pessoas com mais de 60 anos com dificuldades financeiras. Muitos foram alvo de fraude financeira através da internet.
Raquel Oliveira 25 de Julho de 2019 às 01:30
Leia antes de assinar documentos
Desconfie de taxas de juro altas
Confirme sempre os pagamentos
Anúncios de crédito são suspeitos
Banco de Portugal tem lista
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Na véspera do Dia dos Avós, que se assinala esta sexta-feira, a Deco alerta os mais velhos para os riscos associados às abordagens de que são alvo.

Contratos
O que fazer quando nos batem à porta e apresentam preços muito atrativos?
PEDIR AJUDA: Quando desejar celebrar ou renovar um contrato, seja ele de serviços essenciais ou bancários, tais como empréstimos ou subscrição de algum produto financeiro, tenha sempre presente que a sua assinatura vale ouro!

Ou seja, ao assinar um documento, primeiramente leia bem quais as cláusulas constantes do mesmo e tenha, se possível, consigo algum familiar ou amigo, disponível para o ajudar e esclarecer em caso de dúvida.

Tenha consciência de que ao assinar um documento está a dar o seu consentimento, ou seja, a comprometer-se a cumprir todos os deveres que se encontram previstos. Pôr fim ao contrato pode ser um pesadelo e representar um ‘rombo’ para as suas finanças.

Poupança
O que fazer caso queira aplicar poupanças em produtos financeiros?
AVALIAR: No caso de querer aplicar poupanças, a Deco recomenda um levantamento de informação sobre os vários produtos e opções existentes no mercado.

As dúvidas devem ser discutidas com familiares próximos ou, se for o caso, deve contactar especialistas. Deverá também verificar qual a opção que melhor se adequa à sua disponibilidade financeira e ideias de investimento. Nunca deverá entregar as poupanças a desconhecidos nem arriscar em fundos pouco fiáveis, com promessas vãs de lucro fácil e taxas de juro elevadas.

Nos dias de hoje, convém ter ciente que as poupanças são um dos nossos bens mais preciosos! Nunca é demais relembrar que não deverá colocar todos os ovos na mesma cesta, ou seja, todas as poupanças num só produto.

Cartões
O que fazer caso lhe sejam pedidos dados pessoais ou bancários?
VERIFICAR:  Em primeiro lugar, a Deco recomenda que não sejam fornecidos dados pessoais e bancários a ninguém. Quando se dirigir a uma caixa multibanco ou terminal de pagamento automático tape com a mão as teclas no momento em que insere o seu PIN (código secreto).

Nos pagamentos automáticos, verifique se lhe tentam ‘passar a perna’ ao pedir para repetir a transação alegando ‘erro de sistema’ e se o valor que surge na máquina de pagamento corresponde ao comunicado oralmente ou constante do preço etiquetado.

Evite aceder a sites em que são pedidos dados bancários em troca de cupões de desconto em compras, ou oferecem prémios apelativos. Serão sites pouco fidedignos e as ofertas não irão chegar. Verifique o seu extrato com regularidade.

Empréstimos
O que fazer caso precise de dinheiro e encontrar ofertas em anúncios?
CONSULTAR: A necessidade de ter dinheiro é, por vezes, tão grande que se está exposto a ‘armadilhas’ que poderão envolver a entrega de garantias avultadas.

A Deco alerta que deve evitar a todo o custo recorrer a estes ‘esquemas’ que ao prometerem dinheiro na hora estarão a cobrar-lhe juros elevadíssimos, e assim poderá estar a entrar numa espiral da qual será muito difícil sair.

Garantia do imóvel ou mesmo a sua venda, cheques que não são pré-datados, de modo a poderem ser levantados a qualquer momento, são alguns dos requisitos exigidos.

A Deco recomenda que se afaste destas situações e que em caso de problemas financeiros recorra a entidades devidamente autorizadas junto do Banco de Portugal, tais como os bancos e instituições financeiras.

Crédito
O que fazer caso precise de financiamento para a compra de um bem?
DESCONFIAR: Antes de recorrer a um crédito, a Deco recomenda que se informe sobre quais as entidades envolvidas e quais os termos e cláusulas. Deverá, por exemplo, consultar no Banco de Portugal a lista de entidades autorizadas a conceder e intermediar crédito em Portugal. Todos os custos devem ser avaliados.

Uma das artimanhas mais usadas nas redes sociais passa pela recolha dos dados do consumidor pela entidade financiadora e simulação da análise de viabilidade da concessão do empréstimo.

Posteriormente, o consumidor é informado de que o crédito foi aprovado, sendo-lhe então solicitada a transferência de um montante para finalizar o empréstimo. Porém, o crédito nunca lhe é concedido.
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