Deco aconselha ainda "a atualização de documentos e contactos de emergência incluídos no 'kit'.
A associação de defesa do consumidor Deco Proteste fez várias recomendações, um ano depois do apagão, nomeadamente a criação e manutenção de um 'kit' de emergência, com bens essenciais e estojo de primeiros socorros.
Em acomunicado, a associação alertou os consumidores "para a necessidade de adoção de comportamentos preventivos que permitam reduzir riscos e aumentar a segurança das famílias".
Entre as principais recomendações, a Deco aconselha "a criação de um 'kit' de emergência com bens essenciais --- como água, alimentos não perecíveis, medicamentos, lanternas, rádio a pilhas e carregadores --- que permita garantir autonomia durante, pelo menos, três dias".
Este 'kit' deve ser adaptado à realidade cada família e revisto regularmente, para que todos os produtos se encontram em condições adequadas de utilização, nomeadamente pilhas e baterias, cabos e carregadores, comida e água, medicamentos e outros produtos.
A Deco aconselha ainda "a atualização de documentos e contactos de emergência incluídos no 'kit', bem como a verificação de outros itens, como roupa ou mantas, assegurando que continuam adequados à estação do ano".
Segundo a associação, a "mochila de emergência deve ficar guardada num local de fácil acesso, preferencialmente perto da saída de casa e a sua localização deve ser do conhecimento de toda a família".
Deve incluir garrafas de água, géis energéticos, bolachas, chocolates; comida enlatada e comida para os animais de estimação; fogão a gás para campismo; apito, caso seja preciso sinalizar o local onde está; manta de aquecimento; canivete multifunções e isqueiro; alguns metros de corda; rádio a pilhas, 'powerbank', lanterna a pilhas; pilhas de substituição; relógio que não precise de ser carregado na corrente; comprimidos de purificação de água; algum dinheiro, em notas e moedas; cópia do cartão de cidadão de toda a família.
O 'kit' deverá contar ainda com um estojo de primeiros socorros, com compressas, ligaduras, luvas descartáveis, pensos, adesivos, tesoura, pinça, agulhas e alfinete-de-dama, objetos que ajudam a fazer curativos; um antissético para desinfetar as feridas, e soro fisiológico para os olhos; anti-inflamatórios, como ibuprofeno, e paracetamol; antidiarreico; termómetro e lenços de papel; embalagem extra dos medicamentos de toma regular e máscaras cirúrgicas.
Os animais de companhia também necessitam de um 'kit' de emergência com ração e água para alguns dias, uma ou duas tigelas; coleira com identificação (nome do animal, contacto do tutor e chip eletrónico registado); trela ou peitoral.
"A caixa transportadora (adequada ou tamanho do animal) e a caixa de areia dos gatos também devem permanecer num local acessível da casa, para que pegue nelas rapidamente", disse a Deco, apontando ainda para a necessidade de ter cópia dos documentos do animal (boletim de vacinas, número do microchip e registo no Sistema de Informação de Animais de Companhia) e contactos de emergência - por exemplo, do veterinário -, medicamentos que tome, manta ou objeto familiar; sacos higiénicos, um resguardo ou papel de jornal e toalhitas húmidas.
É importante ainda, disse a Deco, "definir um plano de emergência familiar que permita garantir uma resposta coordenada em caso de separação dos membros da família", que deve incluir "a definição de um ponto de encontro fora de casa, a existência de um contacto de emergência comum, como um familiar fora da área de residência, e a garantia de que todos os elementos da família sabem onde se encontra o 'kit' de emergência e como o utilizar".
Durante um apagão, a "primeira coisa a fazer é manter-se informado através de fontes fiáveis", com "um rádio a pilhas para acompanhar as comunicações oficiais, uma vez que as redes sociais ou aplicações de mensagens podem disseminar informação incompleta ou incorreta".
Segundo a associação, é importante reduzir o risco de danos quando a energia for restabelecida, desligando da tomada os aparelhos não essenciais, evitando sobrecargas elétricas quando a eletricidade regressar.
A recomenda ainda "prudência no consumo de alimentos, sobretudo quando existam dúvidas sobre o tempo sem refrigeração ou alterações de cheiro, cor ou textura" e uma gestão da bateria do telemóvel "com cautela".
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