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Correio da Manhã

Sociedade
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Deficiente perde apoios do Estado por cinco por cento na Amadora

Grau de incapacidade de mulher sem parte do braço foi reduzida.
Cláudia Machado 10 de Julho de 2018 às 11:34
Cristina Preto, de 52 anos, nasceu sem parte do braço esquerdo
Cristina Preto, de 52 anos, nasceu sem parte do braço esquerdo FOTO: Inês Gomes Lourenço
Cristina Preto, de 52 anos, nasceu sem parte do braço esquerdo devido a complicações durante a gestação.

Apesar das limitações, contornou todos os obstáculos: trabalha, conduz e tem três filhos - um rapaz de 19 anos e duas meninas de 12.

Contou, até agora, com apoios que o Estado prevê para portadores de deficiência com incapacidade igual ou superior a 60%, a mesma que lhe estava atribuída, mas quando se preparava para comprar uma nova viatura adaptada, viu esse benefício ser-lhe retirado porque lhe foi reduzida a incapacidade a 55%.

"O meu braço não cresceu, está na mesma. Tenho uma deficiência permanente global", critica a assistente administrativa, que precisa da viatura adaptada para levar as filhas à escola. "Uma das minhas filhas tem paralisia cerebral, o carro é muito importante", explica.

"Pediram-me na Alfândega que apresentasse o meu atestado de incapacidade multiusos com uma data mais recente. O último que tinha era de 2002. 

Foi por isso que propus a junta médica, onde me reduziram a incapacidade, justificando-se com novas tabelas", refere a mulher, residente na Amadora.
Amadora Cristina Preto Estado questões sociais política deficientes
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