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Correio da Manhã

Sociedade
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Desaparecidas 53 crianças em 2012

Foram registados mais 14 casos que em 2011. Situações foram todas resolvidas ao longo deste ano, garante Manuel Coutinho, da SOS Criança
24 de Maio de 2013 às 01:00
Em 32 casos, os pais raptaram os filhos
Em 32 casos, os pais raptaram os filhos FOTO: getty images



O número de crianças desaparecidas em Portugal aumentou em 2012. Em dezembro foram contabilizados 53 casos, mais 14 do que no ano anterior. Segundo os dados do Instituto de Apoio à Criança, a maior parte das situações reportadas (32) dizem respeito a rapto parental, seguindo-se os casos de fuga (16).

"Todas as 53 situações registadas no final de 2012 estão resolvidas. Em dezembro existiam 33 crianças desaparecidas e três por identificar, mas foram encontradas já este ano", afirmou ao CM Manuel Coutinho, secretário-geral do Instituto de Apoio à Criança e coordenador da linha SOS Criança.

O rapto parental (progenitores que fogem com os filhos) é o problema mais grave no desaparecimento de crianças. Para Manuel Coutinho, trata-se de uma violência que está a ser feita às crianças. "A rutura conjugal não é rutura parental. Os pais não podem ‘coisificar' os filhos. O rapto parental provoca um sofrimento enorme às crianças, que ficam perdidas e sentem-se responsáveis pelo conflito entre pai e mãe", alertou.

No que diz respeito às fugas, o coordenador da SOS Criança explica: "Ninguém foge de onde está bem. Por norma há sempre um ambiente hostil e essas situações têm de ser analisadas. Há também situações de jovens que fogem às más notas ou para ir viver com o namorado".

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