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Correio da Manhã

Sociedade
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Descarga de químicos polui Tejo na zona de Abrantes

Movimento de defesa do rio considera-a uma das piores.
José Durão 8 de Janeiro de 2017 às 12:53
A descarga poluente encheu o rio Tejo de espuma no açude de Abrantes
A descarga poluente encheu o rio Tejo de espuma no açude de Abrantes FOTO: CMTV
Em março, o ministro do Ambiente foi perentório: "Acabou a impunidade" para quem polui o rio Tejo. As palavras de Matos Fernandes, porém, contrastam com a situação atual. Há pouco mais de uma semana que flutua no Rio Tejo mais uma mancha negra de poluição.

Na sexta-feira, a espuma que identifica a presença de produtos químicos na água formava-se no açude de Abrantes, para desespero dos ambientalistas que monitorizam o rio. Para Armindo Silveira, esta última descarga "foi uma das piores". "O rio fica coberto de espuma. Não sabemos como é que a situação se vai resolver se as entidades oficiais não cumprirem o seu papel", frisou.

"Estão a destruir o rio", afirmou Arlindo Marques, da Protejo, perante as marcas da poluição. "O rio leva um caudal bastante baixo e já foi tudo para Lisboa", disse.

No ano passado, a Inspeção-Geral do Ambiente levou a cabo uma fiscalização às atividades industriais instaladas na bacia do rio Tejo em conjunto com entidades parceiras. Das mais de duas centenas de inspeções, resultaram 37 autos de notícia. O resultado é um clima de preocupação. "O pessoal tem medo. Muitos vivem do rio", admitiu Arlindo Marques.

Questionado pelo CM, o Ministério do Ambiente revelou que está em desenvolvimento um Plano de Inspeção e Fiscalização para o ano de 2017, através do qual será dada continuidade às diligências encetadas em 2016, com a área de intervenção a estender-se por todo o País.
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