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Vacina da Pfizer com autorização para a terceira dose. Moderna só para imunossuprimidos

Graça Freitas alerta que é "preciso dar um reforço à imunidade" contra a Covid-19. 
Correio da Manhã 8 de Outubro de 2021 às 15:12
Graça Freitas traçou cenários
Graça Freitas traçou cenários FOTO: ANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA

A DGS informou esta sexta-feira em conferência de imprensa que a terceira dose da vacina contra a Covid-19 começará a ser administrada a pessoas com mais de 65 anos durante a próxima semana, sendo que a prioridade é vacinar as pessoas com 80 ou mais anos.

A Diretora-Geral da Saúde, Graças Freitas referiu que apenas as vacinas da Pfizer foram aprovadas pela Agência Europeia do Medicamento e por isso, têm autorização para a terceira dose, sendo recomendado administrá-la seis meses depois da última dose.

Para os doentes imunossuprimidos é ainda possível levarem a terceira dose da vacina da Moderna, mas apenas para este grupo.

A dose de reforço da imunidade "destina-se, nesta fase, às pessoas com mais idade, porque há sempre esta associação entre o fator idade e o fator vulnerabilidade".

Graça Freitas refere que a população pode começar a receber mensagens para comparecer à vacinação da terceira dose "ainda hoje", mas que não vão ser inoculados "logo na segunda-feira". 

Apesar de a vacinação contra a Covid-19 ser um sucesso em Portugal "que está entre os melhores países do mundo", Graça Freitas alerta que é "preciso dar um reforço à imunidade". 

Ainda assim, para os doentes recuperados da Covid-19 "não há indicação de dose de reforço" e os especialistas permanecem a investigar a questão. 

Relativamente à vacina contra a gripe que se iniciou no passado dia 27 de setembro, Graças Freitas já se registaram mais de 130 mil inoculações num ano em que o país tem mais vacinas do que nunca. 

A Diretora-geral da Saúde e Baltazar Nunes, do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, referiram a importância de as pessoas terem uma proteção que se considere "ótima" durante o inverno, que é por norma um período mais complicado. Mesmo assim, foi dado o alerta de que as vacinas "da gripe não se destinam a toda a população, mas sim apenas para o grupo elegível".

Baltazar Nunes referiu ainda que nas vacinas contra a Covid-19 a efetividade para doentes sintomáticos tem decaído com o tempo, principalmente nos cidadãos com mais de 65 anos. "Temos verificado que a efetividade da vacina contra doença sintomática diminuiu para cerca de 30%, 40% ao fim de cinco meses", declarou.

A Direção Geral da Saúde (DGS) fez um ponto de situação, esta sexta-feira, sobre a vacinação contra a Covid-19 e a gripe em Portugal. A atualização foi feita através de uma conferência de imprensa que contou com a presença da Diretora-Geral da Saúde Graça Freitas e o responsável pela Investigação Epidemiológica do Departamento de Epidemiologia do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, Baltazar Nunes. 

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