Diagnóstico de Endometriose surge com dez anos de atraso

Dores intensas estão associadas à menstruação. Mulheres não conseguem ir trabalhar.
Por Daniela Polónia|15.09.18
Se a maior parte das mulheres falar com a mãe, ou até com o médico de família, é comum dizer-se que ter dores durante a menstruação é normal e que irá passar. Só que, a partir de determinado grau, é preciso procurar ajuda. Esta ideia contribui para um atraso de sete a dez anos no diagnóstico da endometriose, desde o início das queixas", explica a ginecologista Filipa Osório.

A doença crónica provoca dores incapacitantes, sobretudo na região pélvica, e associa-se à menstruação. Dependendo dos casos, as dores podem ser mais agudas, tipo 'facada', quando a mulher vai urinar e defecar ou durante as relações sexuais.

"Numa escala de 0 a 10, as dores que são classificadas de sete para cima já têm uma interferência no dia profissional e familiar. Muitas destas mulheres não saem da cama. Tenho doentes que até fazem um esquema na pílula para terem a menstruação ao fim de semana porque já sabem que naqueles dias não conseguem ir trabalhar", refere a médica do Hospital da Luz, em Lisboa.

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