"Os directores e subdirectores devem ser avaliados como gestores, porque não dão aulas. Os adjuntos, como muitos leccionam, já podem ser avaliados também como professores", afirmou Adalmiro da Fonseca, presidente da Associação Nacional de Directores de Agrupamentos de Escolas Públicas, explicando que "o actual modelo não faz sentido".
"Não podemos ser avaliados pelas habilitações académicas, pelas habilitações profissionais e pela capacidade de gestão", refere, acrescentando que "será exigido ao ministério a alteração da legislação para clarificar os critérios e quem vai avaliar".
O ministério da Educação terminou esta semana uma ronda de reuniões com os directores de escolas de todo o país, tendo apresentado um conjunto de medidas que foram de agrado a ambas as partes.
Entre as medidas propostas, destaque para a continuidade do reordenamento da rede de escolas do 1º ciclo, em colaboração com as autarquias, a revisão do diploma de avaliação dos directores e a implementação gradual da autonomia das escolas.
No documento enviado pelo Ministério, é feita referência também à continuação das obras de manutenção das escolas.
"São medidas que vão ao encontro das nossas propostas. Agora vamos estar atentos às negociações e esperar que tudo seja cumprido pelo Ministério", concluiu Adalmiro da Fonseca.