Fase de combate aos incêndios florestais, entre 01 de julho e 30 de setembro, conta este ano em Portalegre com mais uma equipa e mais um veículo.
Cinco meios aéreos, 46 equipas, 46 veículos e 206 operacionais integram em permanência a fase "mais musculada" do dispositivo de combate a incêndios no distrito de Portalegre, a fase Delta, revelou esta quarta-feira a Proteção Civil.
Esta fase de combate aos incêndios florestais, entre 01 de julho e 30 de setembro, conta este ano neste distrito alentejano com mais uma equipa e mais um veículo, registando ainda mais cinco operacionais, em comparação com período homólogo do ano passado.
Em declarações aos jornalistas, à margem da apresentação do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR) para o ano em curso, o comandante Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil do Alto Alentejo, Rui Conchinha, explicou que esta é a "equipa possível", acrescentando que gostaria de possuir mais meios.
"Perante as dificuldades que os corpos de bombeiros vão atravessando nos dias desta quarta-feira, em que não conseguem potenciar e aumentar os seus efetivos, já é uma mais-valia conseguirmos manter de uma forma muito generalista aquilo que é o 'plafond' de operacionais e de equipas em relação aos anos anteriores, disse.
Manifestando-se preocupado com a possibilidade de se estar a aproximar um "verão difícil", Rui Conchinha alertou que "há muito combustível morto" nas florestas e que "não vai ser possível retirar" nos próximos tempos.
"No nosso distrito, não é tão drástica essa realidade comparativamente com outros. Mas vamos ter um ano particularmente difícil de incêndios rurais pela violência como eles vão evoluir, pois temos muito combustível morto", frisou.
Este ano, integram ainda o dispositivo no distrito de Portalegre, entre outros, a Força Especial de Proteção Civil (FEPC), que vai estar presente na fase Delta com uma equipa, menos uma em relação a 2025, mantendo, no entanto, cinco elementos e um veículo.
De acordo com Rui Conchinha, este setor "poderá ser reforçado" caso exista essa necessidade no terreno.
Já a Unidade de Emergência de Proteção de Socorro (UEPS) da GNR, conta este ano novamente com quatro equipas, 17 elementos e quatro veículos.
No terreno vão ainda permanecer equipas de Meios de Gestão de Fogo Rurais do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), com 24 equipas, 126 elementos, 25 veículos e mais quatro máquinas, quando, em 2025, o total era de 108 elementos, auxiliados por 24 viaturas.
Ainda no mesmo período, o DECIR no distrito de Portalegre vai contar com o apoio da AFOCELCA - Agrupamento Complementar de Empresas de Proteção Contra Incêndios, com 18 elementos, divididos por cinco equipas e auxiliados por seis veículos.
Em 2025, estavam alocados nove elementos, divididos por três equipas.
No que diz respeito aos cinco meios aéreos, Rui Conchinha indicou que vai contar com um helicóptero de combate, estacionado em Portalegre, e dois aviões bombardeiros médios, um avião de avaliação e um avião de coordenação, baseados em Ponte de Sor.
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