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Correio da Manhã

Sociedade
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"Distanciamento de dois metros não é possível", diz Pedro Nuno Santos sobre transportes

Governo garante que é “inviável” face às necessidades dos utentes. CM testemunhou o caos.
Pedro Ramos Bichardo 1 de Julho de 2020 às 08:28
Passageiros não cumprem o distanciamento e não evitam tocar em superfícies mais expostas
À saída acumulam-se os utilizadores da Linha de Sintra
Comboios com muita afluência
Passageiros não cumprem o distanciamento e não evitam tocar em superfícies mais expostas
À saída acumulam-se os utilizadores da Linha de Sintra
Comboios com muita afluência
Passageiros não cumprem o distanciamento e não evitam tocar em superfícies mais expostas
À saída acumulam-se os utilizadores da Linha de Sintra
Comboios com muita afluência
Máquinas táteis sem higienização constante e composições sem capacidade para garantir o distanciamento social. Foi este o cenário testemunhado pelo Correio da Manhã, esta terça-feira de manhã, em plena hora de ponta.

No acesso à estação, os postos de venda de bilhetes não são desinfetados a cada utilização. Alguns não têm sequer recibo ou bilhetes disponíveis. Já no interior da carruagem, numa viagem de comboio entre as estações de Agualva-Cacém e Lisboa-Rossio, só se deu pela presença do revisor uma única vez. Os passageiros acumulam-se junto às portas e, nos bancos, não há qualquer sinal que impeça os utentes de seguir viagem próximos.

"Não conseguimos num comboio ter um distanciamento social de dois metros, não é possível. Tínhamos o comboio a transportar muito pouca gente, isso é inviável do ponto de vista da CP e é inviável do ponto de vista das necessidades das populações, não é possível fazermos isso, por isso é que isto é uma questão tão delicada", admitiu esta terça-feira o ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos. Entre os 2 mil trabalhadores da CP que operam dentro das composições, há registo de três casos de Covid-19, revelou o governante, indicando que não há nenhum caso de infeção entre os 700 trabalhadores de empresas externas de limpeza.

"Não estou a dizer que não haja risco de transmissão no comboio, estou a tentar relativizar a questão com informação objetiva", frisou Pedro Nuno Santos, destacando, preocupado, que a CP, com 100% da oferta disponível neste momento, "está a perder 12 milhões de euros por mês".

"Não é por a lotação estar restringida a 2/3, é por falta de procura", justifica.
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