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Correio da Manhã

Sociedade
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Dívidas asfixiam empresas farmacêuticas

A direcção da Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica (Apifarma) manifestou-se esta quarta-feira preocupada com o agravamento da dívida do Estado às empresas, especialmente às pequenas e de média dimensão.
8 de Setembro de 2010 às 13:21
Indústria Farmacêutica preocupada com dívidas do Estado
Indústria Farmacêutica preocupada com dívidas do Estado FOTO: Enric Vives Rubio

O presidente da Apifarma, João Almeida Lopes, afirmou que a dívida do Estado não pára de aumentar. “A dívida está a asfixiar economicamente muitas empresas, que têm de procurar soluções para não fechar portas. No final de Julho de 2010, o montante da dívida do Estado ascendia a 930 milhões de euros, enquanto em Novembro de 2009 era de cerca de 810 ou 815 milhões de euros, ou seja, mais 100 milhões de euros”.

Segundo o responsável, o pagamento do Estado às empresas pelo fornecimento de medicamentos, na maioria ao nível hospitalar, é feito aos 349 dias, quando não devia ultrapassar os 90 dias.

João Almeida Lopes afirmou que “têm sido mantidos contactos com o Ministério da Saúde para negociações, mas que ainda não se chegou a acordo. Ao contrário do que acontece com os Ministérios da Economia e Finanças, que não têm existido contactos.”

A cobrança de juros é uma das soluções que as empresas admitem vir a praticar “em breve”.

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