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Correio da Manhã

Sociedade

Docentes contra políticas de Crato

O Governo ladroeiro fica com o nosso dinheiro", "a luta continua, Crato para a rua" ou ainda "Oh Relvas, oh Relvas, licenciatura à vista" foram algumas das palavras de ordem proferidas pelos vários milhares de professores que ontem se manifestaram. O protesto, que começou na praça do Rossio, em Lisboa, e seguiu para a Assembleia da República, serviu de alerta para "o maior despedimento colectivo de professores e a destruição da escola pública", levada a cabo pelo ministro da Educação, Nuno Crato, apelidado de ‘o exterminador’.

13 de Julho de 2012 às 01:00
Professores temem que revisão curricular ponha em causa qualidade da escola pública
Professores temem que revisão curricular ponha em causa qualidade da escola pública FOTO: Jorge Paula

"A revisão curricular é absurda, só tem em conta a questão financeira. Falamos de turmas com 30 alunos e professores sem turmas na mesma escola. Falamos de 25 mil horários zero. Temos mega-agrupamentos a perder 50 e 60 professores", garantiu Mário Nogueira, secretário-geral da Fenprof, acrescentando que, "no mínimo, 18 mil professores contratados e 7 mil professores dos quadros vão ser afectados".

É o caso de Eduardo Benardino, 36 anos, professor de História e Geografia de Portugal do 2º ciclo, de Famalicão, contratado há 14 anos. "A escola pública está a caminho de um desfecho caótico. Com o início do próximo ano lectivo, estou outra vez no desemprego e com as expectativas muito reduzidas. Estou no ensino por devoção e custa--me que nada seja feito na defesa dos nossos direitos", disse.

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