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Correio da Manhã

Sociedade

Docentes dos colégios de ensino especial com salários em atraso avançam para greve

Denúncia foi feita pela Fenprof. Há professores cujo último salário que receberam foi em setembro.
Lusa 29 de Novembro de 2019 às 20:49
Professor
Professor FOTO: IStockPhoto
Os professores dos colégios de ensino especial estão há meses sem receber salários, denunciou esta sexta-feira a Fenprof, que atribui responsabilidades ao Ministério da Educação e convocou uma greve para 02 e 03 de dezembro em protesto.

"Os docentes dos colégios de Educação Especial estão a trabalhar sem receber e, por isso, estarão em greve nos próximos dias 2 e 3 de dezembro (segunda e terça-feira da próxima semana). Este atraso tem sido justificado pelas direções dos colégios com facto de o Ministério da Educação ainda não ter transferido qualquer verba, como era sua obrigação e preveem os contratos estabelecidos com estes colégios", adiantou a Federação Nacional dos Professores (Fenprof), em comunicado, hoje divulgado.

Segundo o comunicado há professores cujo último salário que receberam foi em setembro.

O documento não refere, no entanto, quantos professores são afetados pela situação, nem quantos colégios.

A Lusa tentou contactar a Fenprof para mais esclarecimentos e questionou o Ministério da Educação, aguardando resposta.

O comunicado da Fenprof refere ainda que a frequência das crianças com necessidades educativas especiais nestes colégios acontece por proposta das escolas públicas, nas quais têm origem, mas que "face à impossibilidade de resposta às necessidades especiais dos alunos" estes podem, "transitória ou permanentemente, frequentar os colégios".

Para a federação sindical este facto "torna ainda mais forte a obrigação do Estado Português em relação ao financiamento sem atraso".

Para segunda-feira, primeiro dia da greve, a Fenprof agendou um encontro com jornalistas em frente de um dos colégios de ensino especial, o Externato Alfred Binet em Lisboa, com a presença do secretário-geral, Mário Nogueira, e de um professor com salários em atraso desde setembro.

Fenprof Ministério da Educação educação sindicatos de professores
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