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Correio da Manhã

Sociedade

Doença de cadela inspira pequeno negócio de biscoitos nos Açores

Amélia, cadela traçada de Golden Retriever, foi abandonada num canil e ficou doente, mas acabou por ganhar um lar.
Lusa 12 de Julho de 2019 às 12:57
Doença de cadela inspira pequeno negócio de biscoitos nos Açores
Doença de cadela inspira pequeno negócio de biscoitos nos Açores
Doença de cadela inspira pequeno negócio de biscoitos nos Açores
Cadela Amélia
Doença de cadela inspira pequeno negócio de biscoitos nos Açores
Doença de cadela inspira pequeno negócio de biscoitos nos Açores
Doença de cadela inspira pequeno negócio de biscoitos nos Açores
Cadela Amélia
Doença de cadela inspira pequeno negócio de biscoitos nos Açores
Doença de cadela inspira pequeno negócio de biscoitos nos Açores
Doença de cadela inspira pequeno negócio de biscoitos nos Açores
Cadela Amélia
Amélia, cadela traçada de Golden Retriever, foi abandonada num canil e ficou doente, mas acabou por ganhar um lar, onde a sua condição levou a dona a criar biscoitos que são hoje um negócio nos Açores.

Patrícia Varão, residente na Lagoa, na ilha de São Miguel, define-se, em declarações à Lusa, como uma "verdadeira apaixonada por animais".

Há um ano e alguns meses deparou-se com uma fotografia daquela que viria ser a sua Amélia - não conseguiu ficar indiferente e no final daquela semana resgatou a cadela.

Uns dias depois, porém, Amélia estava "apática e de gengivas esbranquiçadas", pelo que Patrícia a forçou a beber água através de um seringa, decisão que "salvou a vida" da cadela.

Amélia, disse depois o veterinário, contraiu no canil uma gastroenterite e possivelmente, parvovirose, ambas normalmente fatais em cachorros.

Seguiram-se consultas diárias e exames que confirmaram que Amélia tinha os intestinos frágeis e que o seu estômago não tolerava alimentos processados.

A partir deste diagnóstico, Patrícia começou a procurar alimentos tolerados por Amélia, uma vez que os patés, rações e biscoitos comercializados pelas grandes superfícies comerciais não eram adequados para a cadela.

Foi nesse percurso que nasceram os "Biscoitos da Amélia".

Os ingredientes - farinha de aveia integral, mel, canela e banana - são todos tolerados pela cadela: "Os biscoitos que são feitos fora levam corantes, são processados e aí a Amélia não os pode comer de forma alguma", conta a dona.

"O segredo do negócio vem do amor pela cadela. Se não fazem mal à Amélia, não fazem mal a ninguém", diz ainda Patrícia Varão, que não tinha, de início, o intuito de vender biscoitos, mas, incentivada por amigos, é já dona de um "negócio familiar" de algum sucesso, inclusive na rede social Facebook.

Atualmente, a micaelense diz não ter um espaço físico para vender os biscoitos, admite que isso "seria o concretizar de um sonho".

"Gostava imenso e adoraria abrir uma loja, e daqui a uns tempos chegar a um outro biscoito com um outro sabor, mas tudo tem de ser muito bem pensado e bem estudado. Para já gostaria de manter os biscoitos como estão, tentar expandir mais um bocadinho o negócio", declara.

Patrícia Varão diz ser frequentemente contactada por pessoas do continente português à busca de biscoitos, além de ter recebido o interesse de uma possível cliente na Suíça que tem um cão com os mesmos problemas do que Amélia.

Porém, os portes de envio dos Açores para Portugal continental ou o resto da Europa "acabam por representar um entrave, pois são mais caros do que os próprios biscoitos", lamenta.
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