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Correio da Manhã

Sociedade
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Doentes com cancro na bexiga estão sem medicamento

Bacilo de Calmette e Guérin para tratar doença está esgotado.
Patrícia Lima Leitão e J.S. 20 de Setembro de 2019 às 08:57
Hospital São João, no Porto
Hospital de São João, no Porto
Hospital de São João, no Porto
Hospital São João, no Porto
Hospital de São João, no Porto
Hospital de São João, no Porto
Hospital São João, no Porto
Hospital de São João, no Porto
Hospital de São João, no Porto
Os doentes oncológicos com cancro na bexiga estão a ser tratados, na fase posterior à remoção do tumor, com métodos alternativos, devido ao medicamento Bacilo de Calmette e Guérin estar esgotado.

"Foi comunicada pelo nosso fornecedor a impossibilidade de manter o normal fornecimento da referência, devido a problemas no fabrico do medicamento. Situação análoga foi reportada pelo fornecedor alternativo", disse ao CM fonte do Hospital São João, no Porto, que fala numa situação "transversal a todo o País e a países europeus".

"Apesar do problema, foi possível adquirirmos algum produto com origem alemã", acrescentou. O hospital prevê a regularização do fornecimento ainda este ano.

Nos últimos anos verificaram-se ruturas pontuais. As aquisições foram sendo alternadas entre um e outro laboratório, mas este ano o corte foi total.

Por sua vez, a Sociedade Portuguesa de Esclerose Múltipla pede, em carta aberta, que os doentes tenham acesso aos medicamentos inovadores, que estabilizem a doença e permitam maior qualidade de vida.

Em resposta, a Autoridade do Medicamento - Infarmed diz que os doentes com escleroso múltipla têm acesso a todos os remédios autorizados na Europa e que há "um medicamento que está em avaliação".
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