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Correio da Manhã

Sociedade
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Dono tem sete dias para alimentar cavalos a morrer à fome

Homem notificado pela GNR para acabar com cemitério a céu aberto em Ferreira do Alentejo.
António Lúcio 19 de Novembro de 2019 às 01:30
Cavalos ocupam espaço de três hectares
José Maria, dono do terreno
Cavalos ocupam espaço de três hectares
José Maria, dono do terreno
Cavalos ocupam espaço de três hectares
José Maria, dono do terreno
O IRA (Intervenção e Resgate Animal) exigiu ontem, de forma musculada e no terreno, uma solução célere para os cerca de 100 cavalos apreendidos pela GNR, em Ferreira do Alentejo. Os animais permanecem subnutridos, sem água, doentes e a morrer a cada dia - dezenas de cadáveres estão em decomposição a céu aberto.

E só ontem, após a intervenção do IRA, o proprietário dos animais foi notificado pela GNR. Apesar da situação destes animais, o dono dos cavalos já terá vendido alguns que, por estarem apreendidos, eram propriedade do Estado.

José Maria, o dono, não entra em detalhes e confessa apenas que, no espaço de um ano, adquiriu cerca de 200 cavalos, sem que alguma vez tivesse condições para os alimentar. O IRA disponibilizou ontem uma tonelada de feno para alimentar os cavalos sobreviventes. O homem, que continuava como fiel depositário dos animais, tem agora sete dias para lhes oferecer outras condições. Caso contrário, pode ser constituído arguido. Os cem equídeos têm ocupado um espaço de apenas três hectares.

"Podem ter sido envenenados", avançou o dono. O IRA, que se fez acompanhar de um veterinário, despista a tese de envenenamento. Confrontada pelo CM, a Câmara de Ferreira do Alentejo recusou comentar este caso de saúde pública.
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