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Correio da Manhã

Sociedade
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Dor crónica custa 3 mil milhões

Os custos da dor crónica atingem os 3 mil milhões de euros por ano, de acordo com dados de um estudo da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto sobre o impacto económico desta doença.
14 de Outubro de 2010 às 15:03

A investigação revela  que cerca de metade dos custos da dor crónica (1,6 mil milhões de euros) devem-se a despesas com cuidados de saúde, enquanto o restante resulta dos chamados custos indirectos, como o absentismo e as reformas antecipadas provocadas pela dor crónica.

As principais conclusões do estudo recomendam a adopção de medidas que reduzam as consequências da dor crónica, não só pela sua gravidade e modo como afecta cerca de 30% da população adulta portuguesa, mas também pelos altos custos que lhe estão associados.

José Romão, presidente da Associação Portuguesa para o Estudo da Dor (APED), relembra "A realidade de quem sofre de dor crónica em Portugal tem sido muitas vezes negligenciada e os efeitos na economia e na sociedade não tinham ainda sido quantificados." O especialista refere também que "a dor crónica é um grave problema de saúde pública que deve constituir uma prioridade no âmbito da política de saúde."

A dor crónica é um estado de dor persistente. A lombalgia crónica, osteoartrose, cefaleias e artrite reumatóide são algumas das causas mais frequentes de dor crónica. Se a dor não for adequadamente tratada, a qualidade de vida da pessoa poderá ser gravemente afectada, podendo até levar à incapacidade para trabalhar.

O estudo será divulgado no  3º Congresso Interdisciplinar de Dor organizado pela (APED) esta sexta-feira Hotel Villa Rica em Lisboa.

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