Artigo exclusivo
Ordem dos Médicos critica falta de prioridades dentro dos grupos de risco.
“Não vamos ter as 22 milhões de doses no primeiro dia que recebermos a vacina, tal como o primeiro-ministro disse, por isso, se acontecer como nos outros países, teremos 200 mil ou 300 mil vacinas, bem longe dos 950 mil que integram o primeiro grupo. E agora, dentro deste grupo, quem vacinamos primeiro?”, questiona Miguel Guimarães. Uma das explicações possíveis para a falta de vacinas é a distribuição.De acordo com o plano de vacinação, na segunda fase somam-se 2,7 milhões de pessoas. “Duvido que estejam contabilizados todos os diabéticos e doentes oncológicos, por exemplo”, denuncia Miguel Guimarães. O bastonário lamenta não ter sido ouvido antes da apresentação do plano de vacinação. “Prometeram-nos isso. Temos um papel importante no processo. Os médicos têm de saber esclarecer os doentes sobre efeitos secundários ou contraindicações se houver outra medicação. As informações disponibilizadas no plano são escassas”, denuncia.Assim que a imunidade chegar ao País, já existe um espaço de armazenamento para mais de um milhão de doses. Por questões de segurança, não será divulgado, recomendou o Serviço de Informações de Segurança (SIS) à ‘task force’. O início da vacinação está previsto para os primeiros dias de janeiro. Terá lugar nos centros de Saúde. “Os Cuidados Primários estão sobrecarregados e as farmácias são a extensão do Serviço Nacional de Saúde [SNS]. Precisamos de toda ajuda, de reforço no SNS. Ou já esquecemos todos que há doenças para além da Covid-19”, avisa Miguel Guimarães. Liga Contra o Cancro lamenta exclusão de doentes oncológicos A Liga Portuguesa Contra o Cancro lamenta que os doentes oncológicos, sobretudo os que têm doença ativa, não tenham sido colocados na primeira fase de vacinação, só na segunda. O secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Lacerda Sales, defende que o plano de vacinação é "dinâmico e flexível". 40 mil enfermeiros responsáveis por administrar vacina A vacinação contra a Covid-19 vai ser assegurada prioritariamente por cerca de 40 mil enfermeiros do Serviço Nacional de Saúde, avançou António Lacerda Sales. A Ordem que representa estes profissionais já garantiu que os enfermeiros estão prontos para o arranque da estratégia. EU TIVE COVID - Que sintomas teve? - Cheguei de uma viagem ao Dubai e, quando ainda estava no aeroporto, senti um arrepio de frio e achei que estava infetada. Coloquei máscara, isolei-me e quando cheguei a Lisboa comecei a ligar para a SNS 24, sem resposta. Ao fim de várias horas finalmente atenderam, mas acharam que não era nada. No dia seguinte, tive imensa febre, mas não consegui ligar para a Saúde Pública. Só 15 dias depois consegui fazer o teste e deu positivo. Tive perda de olfato, cansaço, dor de cabeça e diarreia. - Durante quanto tempo? - Em conjunto com o meu marido, 58 dias isolados. Só ao 58º dia é que o meu marido, que entretanto ficou também infetado, teve o segundo teste negativo. Eu já tinha tido os dois testes negativos e conseguimos ver-nos livres disto. - Quantos testes realizou? - Cinco. Os três primeiros positivos e os dois últimos negativos, o que me permitiu ter alta, nessa altura. - Como se sentiu? - Foi difícil, custou-me muito estar separada das minhas filhas. Mas estava em casa com o meu marido, aproveitei o tempo para tratar das flores no quintal, via televisão, li sete livros e pensei muito. - Que mensagem deixa? - Se tem sintomas não saia de casa. Eu não contaminei ninguém porque desde que cheguei do Dubai estive sempre isolada e não contactei com ninguém.
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