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Correio da Manhã

Sociedade
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Eleições causam guerra na escola

A eleição dos novos directores nos 68 agrupamentos e escolas secundárias da região está a gerar polémica. Há dezenas de reclamações e os docentes queixam--se de ingerência política no processo. Numa escola do Sotavento foi eleito um professor inibido do uso de livro de cheques.
10 de Junho de 2009 às 00:30
Não tem sido pacífica a escolha dos novos directores das escolas da região algarvia
Não tem sido pacífica a escolha dos novos directores das escolas da região algarvia FOTO: Pedro Catarino

Luís Correia, director regional de Educação, diz ser "extemporânea qualquer informação, por decorrer o prazo para reclamações".

"Temos conhecimento de vários casos e estamos disponíveis para apoiar juridicamente os professores prejudicados", afiança Rui Sousa, vice-presidente da Fenprof.

O sindicalista não estranha a contestação, criada pelo novo decreto-lei de gestão, denunciando "as escolhas político--partidárias, motivadas pela força que foi dada às forças vivas externas às escolas".

"O Governo criou uma situação trágica para as escolas. Quando outras câmaras acordarem, então a ingerência ainda será maior", diz.

Raul Pina, professor da EB 2,3 D. José I, de Vila Real de Santo António, é um dos professores prejudicados. "Houve várias irregularidades e erros de forma". Pina reclama "a falta de imparcialidade da edilidade, que entregou o processo a um advogado para defender a outra parte".

Luís Gomes, presidente da Câmara de Vila Real de Santo António, recusou falar sobre o caso.

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