Há ainda outros 78 cursos onde foi precisa uma média de pelo menos 17 valores.
Na 2.ª fase de acesso ao ensino superior houve quatro cursos em que só entraram alunos com uma média superior a 19 valores e a opção em que a nota do último colocado foi mais alta continua a ser Medicina.
Os resultados da 2.ª fase do Concurso Nacional de Acesso (CNAES) foram divulgados esta sexta-feira e dos quase 21 mil candidatos são pouco mais de nove mil os que esta sexta-feira recebem a boa notícia de terem conseguido colocação.
Se entrar numa universidade ou politécnico foi, no geral, mais difícil na 2.ª fase, até porque as vagas disponíveis eram muito menos do que na anterior, houve quatro cursos em que conseguir um lugar foi uma tarefa particularmente hercúlea.
São cursos em que o último aluno a entrar teve uma média superior a 19 valores (na 1.ª fase não houve nenhum com este resultado) e são todos da Universidade do Porto.
A lista é liderada pelo curso de Medicina, da Faculdade de Medicina, em que o último dos dois colocados nesta 2.ª fase teve uma média de 19,57 valores (na 1.ª fase, a média do último colocado foi 18,72).
Seguem-se o curso de Engenharia e Gestão Industrial, onde entraram três novos alunos e a média mais baixa é 19,18 valores, Medicina no Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar com 19,18 valores, e Arquitetura, em que o segundo colocado tem média de 19 valores.
Além destes, há ainda outros 78 cursos onde foi precisa uma média de pelo menos 17 valores, incluindo 38 opções em que só entraram alunos com uma nota de candidatura superior a 18 valores.
Nos cursos com elevado nível de excelência de candidatos, o número de colocados aumentou 7% face à 2.ª fase do ano passado e as vagas foram todas ocupadas.
Por outro lado, há dois cursos em que a média do último colocado não chegou aos 10 valores: Engenharia Informática no Instituto Politécnico de Braga e Gestão no Instituto Politécnico de Portalegre, ambos com 9,5 valores.
Concluída esta fase, apenas 222 cursos, entre pouco mais de mil, continuam com vagas por preencher, enquanto os restantes 881 já não têm quaisquer lugares disponíveis.
A maioria das vagas não ocupadas é de cursos em institutos politécnicos, como Bragança, Guarda, ou Castelo Branco, que têm também 40 das 53 licenciaturas que não foram opção para nenhum estudante na 2.ª fase.
No total, sobraram apenas 3.983 vagas, que podem ser disponibilizadas para a 3.ª fase, cabendo a cada instituição de decidir, para cada um dos seus cursos, sobre a sua abertura.
A 3.ª fase decorre entre 07 e 11 de outubro. As vagas, que serão divulgadas no dia 07, podem ser em número igual ou inferior às vagas que sobraram da 2.ª fase acrescidas das vagas que acabaram por não ser ocupadas pelos estudantes colocados agora mas que não realizaram a matrícula e inscrição.
Os resultados da 2.ª fase, em que foram colocados 9.478 estudantes, foram publicados esta sexta-feira na página da Direção-Geral do Ensino Superior (http://www.dges.gov.pt) e os alunos que conseguiram entrar têm até segunda-feira para realizar a matricula.
No conjunto das duas primeiras fases, já ingressaram no ensino superior público 51.173 novos estudantes, segundo contas avançadas pelo ministério.
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