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Correio da Manhã

Sociedade
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Embolia cerebral mata bebé de 3 anos

Uma embolia cerebral poderá ter estado na origem da morte do bebé de três anos, Diogo Filipe Rocha Vagos, residente em Peniche. Os primeiros exames realizados nos Hospitais das Caldas da Rainha e de Santa Maria, em Lisboa, terão afastado a hipótese de o menino ter ingerido um produto químico, supostamente metadona, como chegou a ser adiantado.

18 de Agosto de 2009 às 00:30
Diogo Vagos, de três anos, foi assistido nos Hospitais de Peniche e das Caldas da Rainha, antes de ser transferido para o Hospital de Santa Maria, Lisboa, onde viria a falecer
Diogo Vagos, de três anos, foi assistido nos Hospitais de Peniche e das Caldas da Rainha, antes de ser transferido para o Hospital de Santa Maria, Lisboa, onde viria a falecer FOTO: Carlos Barroso

De acordo com um familiar do pequeno Diogo, "os exames de despistagem, como lavagens de estômago, efectuados nos dois hospitais, não acusaram nada, a não ser uma substância cor-de-rosa que se pensa ser pipoca com corante que o menino tinha comido".

O menino estava em casa de um tio, em Atouguia da Baleia, no concelho de Peniche, desde sexta-feira, para ir à festa anual da localidade. Na madrugada de domingo, quando um familiar o quis acordar para o levar à casa de banho, não obteve reacção. Nessa altura o menino já estaria inconsciente e com uma postura como se estivesse em estado de coma.

Os tios não esperaram por assistência médica e transportaram-no de imediato de mota para o Hospital de Peniche, onde deu entrada às 07h00. Foi colocado com ventilação assistida e transferido para o Hospital das Caldas da Rainha, onde foi assistido, acabando por ser encaminhado para Santa Maria. Viria a falecer pelas 19h00 de domingo.

Segundo revelou um familiar ao CM, "a médica de serviço disse que ele tinha um problema na cabeça e que metade das células cerebrais não estava funcional".

Diogo estava a três meses de completar quatro anos e era "um menino adorado pela família". Filho de mãe solteira, de 23 anos, estava agora mais tempo com a família, porque a creche da Paróquia que frequentava estava encerrada no período das férias escolares.

"Foi um grande choque. A mãe era de uma grande dedicação para a criança", lamentou ontem um amigo da família.

PORMENORES

FUNERAL

O funeral da criança ainda está dependente da autópsia, mas incluirá missa na Igreja Nossa Senhora da Conceição, em Peniche.

SILÊNCIO

O Hospital de Santa Maria não presta informações sobre situações clínicas com crianças.

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