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Correio da Manhã

Sociedade
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Emigração: Paulo Rangel sugere agência nacional

O eurodeputado do PSD Paulo Rangel não vê “motivo para escândalo” sobre as declarações do primeiro-ministro ao CM sobre a emigração de professores sem trabalho e até sugere uma “agência nacional” para gerir este tipo de processos.
21 de Dezembro de 2011 às 01:49
Paulo Rangel argumentou que o chefe do Governo “tem que fazer pedagogia permanente”.
Paulo Rangel argumentou que o chefe do Governo “tem que fazer pedagogia permanente”. FOTO: Pedro Catarino

À entrada para o Conselho Nacional do PSD, Rangel encarou a ideia sem dramatismos e apontou como saída provisória este tipo de soluções sobretudo para as camadas mais jovens.  

Em declarações aos jornalistas, o eurodeputado acrescentou que as declarações de Passos Coelho podem ser “mais ou menos felizes”, mas acima de tudo “suscita um debate sério”.  

Questionado se o primeiro-ministro estará a falar em demasia, Rangel argumentou que o  chefe do Governo “tem que fazer pedagogia permanente”. 

Quanto ao seu futuro político e num momento em que se fala do seu nome ou para a Câmara do Porto, em 2013, ou para candidato à concelhia da Invicta do partido, o eurodeputado respondeu: “Eu aqui só me lembro de António Vitorino (PS). Não há festa nem festança para a qual não seja convidado.”  Vitorino, recorde-se, foi apontado sucessivamente para candidato à liderança do PS, mas nunca concorreu.  

A este propósito, Rangel ainda deixou escapar: “Não posso ir a todas as eleições”. O eurodeputado não deixou contudo de ficar surpreendido e satisfeito com os elogios de Rui Rio feitos esta semana.

2012, O ANO DAS REFORMAS

Num Conselho Nacional que durou até à 01h30, o primeiro-ministro e presidente do PSD terá repetido a mensagem do Conselho de Ministros de domingo, referindo-se às reformas que o Governo pretende implementar a partir de 2012.

Sobre a reforma do poder local, Passos Coelho terá transmitido a ideia de que conta com os autarcas sociais-democratas. A reforma do poder local é uma das que mais críticas tem merecido dentro do PSD.

Outro dos temas abordados no discurso de Passos Coelho foi o do travão no défice inscrito ou na Constituição da República ou numa lei 'para constitucional'. Para o efeito, o primeiro-ministro terá recordado os exemplos da Alemanha e de Espanha que têm inscrito esta regra nas suas leis fundamentais.

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