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Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Empresa disponibiliza autocaravanas para pessoas desalojadas após passagem de tempestades

Representante da MCcars, Rafael Costa, explicou que, neste momento, dispõem de 10 autocaravanas para "ajudar as pessoas desalojadas e que não têm mesmo onde ficar".

02 de fevereiro de 2026 às 12:29

A empresa Automóveis MCcars, sediada em Guimarães, disponibilizou 10 autocaravanas para ajudar pessoas desalojadas pelo mau tempo, sem qualquer contrapartida.

Em comunicado, a empresa informou ter autocaravanas para emprestar a pessoas desalojadas e que precisem de condições para viver, nas zonas mais afetadas pela passagem das tempestades.

Contactado pela Lusa, o representante da MCcars, Rafael Costa, explicou que, neste momento, dispõem de 10 autocaravanas para "ajudar as pessoas desalojadas e que não têm mesmo onde ficar".

"É uma ajuda de primeira instância, de urgência", sem nenhum custo ou contrapartida, afirmou Rafael Costa.

O responsável revelou que a empresa já recebeu vários pedidos de ajuda de pessoas, bem como da Câmara Municipal de Leiria e de outras instituições, mas que não conseguem aceder a todos os pedidos.

"Não conseguimos sequer ajudar um terço das pessoas que nos pediram ajuda, mas vamos ajudar quem conseguirmos e quem virmos que realmente está numa situação necessária", referiu.

A empresa Automóveis MCcars dedica-se à venda de autocaravanas e automóveis, disponível em Guimarães e em Fafe.

A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, causou pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho. No sábado, outros dois homens morreram ao caírem de um telhado que estavam a reparar, um no concelho da Batalha e outro em Alcobaça. Na madrugada de domingo, um homem morreu no concelho de Leiria por intoxicação com monóxido de carbono com origem num gerador.

Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.

Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.

O Governo decretou situação de calamidade, que foi prolongada este domingo, após uma reunião do Conselho de Ministros, até dia 08 de fevereiro.

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